O governo da China condenou “veementemente” o ataque desencadeado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a três instalações nucleares no Irã. Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã disparou cerca de 40 mísseis em Tel Aviv, capital do governo sionista de Israel, que iniciou os bombardeios no território persa. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, […]
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O governo da China condenou “veementemente” o ataque desencadeado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a três instalações nucleares no Irã. Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã disparou cerca de 40 mísseis em Tel Aviv, capital do governo sionista de Israel, que iniciou os bombardeios no território persa.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do governo Xi Jinping afirmou que “a China condena veementemente os ataques dos EUA ao Irã e o bombardeio de instalações nucleares sob as salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)”.
Presidente chinês Xi Jinping e presidente do Irã Masoud Pezeshkian
Rússia critica ataque Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou os ataques de Donald Trump e afirmou que que “é evidente que uma escalada perigosa começou, o que pode minar ainda mais a segurança regional e global”.
“As consequências desta ação, incluindo as radiológicas, ainda não foram avaliadas. No entanto, já é evidente que uma escalada perigosa começou, o que pode minar ainda mais a segurança regional e global. O risco de uma escalada do conflito no Oriente Médio, já mergulhado em múltiplas crises, aumentou significativamente”, diz o texto.
No comunicado, o governo russo ainda classifica como “irresponsável” a atitude de Trump, de se aliar ao governo sionista de Benjamin Netanyahu, que tem promovido uma guerra sem precedentes no Oriente Médio.
“A decisão irresponsável de submeter o território de um Estado soberano a ataques com mísseis e bombas, independentemente dos argumentos utilizados, constitui uma grave violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que anteriormente classificaram tais ações como inaceitáveis”.
“É particularmente alarmante que os ataques tenham sido realizados por um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU”, emendou o governo russo.
Presidente Russo Vladmir Putin com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian
Ministro do Irã se encontra com Putin Em Istambul, na Turquia, onde participa da reunião de cúpula da Organização de Cooperação Islâmica (OIC, na sigla em inglês), o ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, anunciou que viajará ainda nesta tarde para Moscou para um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin.
“Vou a Moscou esta tarde” e manterei “consultas sérias com o presidente russo amanhã” pela manhã, disse Araghchi.
“A Rússia é amiga do Irã e desfrutamos de uma parceria estratégica. Sempre nos consultamos e coordenamos nossas posições”, emendou o chanceler iraniano.
Nas redes, Araghchi agradeceu o “apoio total e inequívoco” dos países da OIC.
“Embora o Ocidente tenha ignorado as atrocidades de Israel — não apenas contra o Irã, mas contra muçulmanos em toda a região —, há uma indignação sem precedentes e uma onda de solidariedade no mundo islâmico. O Ocidente, tendo perdido completamente sua bússola moral, deveria tomar nota”, escreveu.
O chanceler ainda anunciou que os ataques de Trump ao território iraniano, em conluio com o governo sionista de Benjamin Netanyahu, terão “consequências eternas”.
“Os Estados Unidos, membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cometeram uma grave violação da Carta da ONU, do direito internacional e do TNP ao atacar as instalações nucleares pacíficas do Irã. Os eventos desta manhã são ultrajantes e terão consequências eternas. Todos os membros da ONU devem estar alarmados com este comportamento extremamente perigoso, ilegal e criminoso. De acordo com a Carta da ONU e suas disposições que permitem uma resposta legítima em autodefesa, o Irã reserva todas as opções para defender sua soberania, interesses e povo”, escreveu.
Araghchi ainda afirmou que foram os EUA quem decidiram por fim, unilateralmente, às negociações nucleares que acontecem desde o início do governo Trump, para apoiar os ataques de Israel.
“Na semana passada, estávamos em negociações com os EUA quando Israel decidiu acabar com essa diplomacia. Esta semana, conversamos com o Reino Unido e a UE [União Europeia] quando os EUA decidiram acabar com essa diplomacia. Que conclusão você tiraria? Para o Reino Unido e o Alto Representante da UE, é o Irã que deve “retornar” à mesa. Mas como o Irã pode retornar a algo que nunca deixou, muito menos explodiu?”, indagou.
Míssel iraniano atinge Tel Aviv – fonte: redes sociais
Retaliação Poucas horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, lançar um ataque contra contra as instalações nucleares de Fordo, Isfahan e Natanz na noite deste sábado (21), a Guarda Revolucionária do Irã iniciou a retaliação com um bombardeio massivo sobre Tel Aviv, capital de Israel.
“O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica conduziu a 20ª onda da Operação Verdadeira Promessa 3 nos territórios ocupados”, anunciou a agência estatal iraniana Irna, que teve o site derrubado, na rede X às 4h32 deste domingo (22), horário de Brasília.
No ataque foram lançados 40 mísseis iranianos sobre a capital israelense, deixando ao menos 27 pessoas feridas, segundo a rede Al Jazeera.
“Aqueles que estavam nos abrigos estão todos seguros e bem. Os danos são muito, muito extensos, mas em termos de vidas humanas, estamos bem”, afirmou o prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai.
Pronunciamentode Trump Na noite deste sábado, o presidente dos EUA Donald Trump fez um pronunciamento em rede nacional após os ataques às instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, no Irã.
Trump afirmou em seu discurso que o Irã deve aceitar negociações de paz imediatamente e, caso contrário, novos ataques serão conduzidos pelos estadunidenses contra o solo iraniano.
O presidente ainda afirmou que o Irã atua como um “valentão” e que se trata de um estado “patrocinador do terrorismo”