Aparecida de Goiânia, terça-feira, 11 de maio de 2021

 Objetivo e conectar a Região Norte com o Brasil. Ainda temos hoje o maior deserto digital lá. Já levamos mais de 14 mil pontos de internet ao longo do Brasil. Temos mais de 10 mil escolas rurais conectadas com o Wi-Fi Brasil”, afirmou o ministro Fábio Faria.

“Com este programa, estamos cuidando com muito carinho dos brasileiros, para que tenham acesso adequado à internet. Este é um verdadeiro trabalho de cidadania”, afirmou Fausto Ribeiro, presidente do Banco do Brasil e cossignatário da iniciativa.

Segundo dados do ministério, mil cidades receberão cerca de 14 mil novos pontos de conexão sem fio. A iniciativa será complementada pelo leilão do 5G, que trará termos de comprometimento com a expansão da conectividade 4G para o interior do Brasil. Essa expansão será custeada pelas empresas que arrematarem as novas frequências.

Tecnologia 5G

Durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro acionou simbolicamente a ligação do primeiro ponto de 5G standalone (aquele que funciona nas frequências totalmente dedicadas ao 5G) público do Brasil, no Palácio do Planalto.

O ministro Fábio Faria informou durante o evento que o ministério planeja inaugurar 20 pontos de 5G standalone pelo Brasil, mas as localidades que receberão o serviço ainda não foram reveladas.

O presidente Jair Bolsonaro visita a exposição sobre as aplicações práticas do uso da nova tecnologia 5G Standalone no Brasil, no Salão Negro do Congresso Nacional.

Bolsonaro visita a exposição Digital Day - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Logo após a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente seguiu para o Congresso Nacional onde participou da abertura da exposição do Digital Day, no Salão Negro da Câmara dos Deputados.

O Ministério das Comunicações criou o Digital Day para mostrar as aplicações do 5G, como na telemedicina, na realidade virtual, na automação mecânica e na inteligência artificial. A exposição do Digital Day é aberta ao público e vai de hoje (5) até sexta-feira (7), no Congresso Nacional.

Confira a cerimônia no Palácio do Planalto:

*Matéria atualizada às 12h15

Edição: Kelly Oliveira

 Os modelos de uso profissional foram os mais eficazes na retenção de partículas de aerossol com tamanho equivalente ao do novo coronavírus, seguidos pelos feitos de TNT e vendidos em farmácia. A eficácia das máscaras de tecido variou entre 15% e 70%. Bom ajuste no rosto e ausência de costura são fatores que aumentam o grau de proteção (imagem de microscopia digital de diferentes máscaras feitas de material híbrido; Fernando G. Morais Et al./Aerosol Science and Technology)

Karina Toledo | Agência FAPESP – A transmissão do novo coronavírus se dá principalmente pela inalação de gotículas de saliva e secreções respiratórias suspensas no ar e, por esse motivo, usar máscaras e manter o distanciamento social são as formas mais eficazes de prevenir a COVID-19 enquanto não há vacina para todos. Baratas, reutilizáveis e disponíveis em diversas cores e estampas, as máscaras de tecido estão entre as mais usadas pelos brasileiros. Contudo, sua capacidade de filtrar partículas de aerossol com tamanho equivalente ao do novo coronavírus pode variar entre 15% e 70%, como revela estudo conduzido no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP).

Coordenado pelo professor Paulo Artaxo e apoiado pela FAPESP, o trabalho integra a iniciativa (respire!, cujo objetivo foi garantir o acesso da comunidade uspiana a máscaras seguras. Os resultados foram divulgados na revista Aerosol Science and Technology.

“Avaliamos a eficiência de filtração de 227 modelos vendidos no Brasil, seja em farmácia ou lojas de comércio popular. Nosso objetivo era saber em que medida a população está realmente protegida com essas diferentes máscaras”, conta Artaxo à Agência FAPESP.

Para fazer o teste, os cientistas utilizaram um equipamento que produz, a partir de uma solução de cloreto de sódio, partículas de aerossol de tamanho controlado – no caso 100 nanômetros (o SARS-CoV-2 tem aproximadamente 120 nanômetros). Após o jato de aerossol ser lançado no ar, a concentração de partículas foi medida antes e depois da máscara.

Os modelos que se mostraram mais eficazes no teste, como esperado, foram as máscaras cirúrgicas e as do tipo PFF2/N95 – ambas de uso profissional e certificadas –, que conseguiram filtrar entre 90% e 98% das partículas de aerossol. Na sequência, estão as de TNT (feitas de polipropileno, um tipo de plástico) vendidas em farmácia, cuja eficiência variou de 80% a 90%. Por último vieram as de tecido – grupo que inclui modelos feitos com algodão e com materiais sintéticos, como lycra e microfibra. Nesse caso, a eficiência de filtração variou entre 15% e 70%, com média de 40%. E alguns fatores se revelaram críticos para aumentar ou diminuir o grau de proteção.

“De modo geral, máscaras com costura no meio protegem menos, pois a máquina faz furos no tecido que aumentam a passagem de ar. Já a presença de um clipe nasal, que ajuda a fixar a máscara no rosto, aumenta consideravelmente a filtração, pelo melhor ajuste no rosto. Algumas máscaras de tecido são feitas com fibras metálicas que inativam o vírus, como níquel ou cobre, e por isso protegem mais. E há ainda modelos de material eletricamente carregado, que aumenta a retenção das partículas. Em todos esses casos, porém, a eficiência diminui com a lavagem, pois há desgaste do material”, comenta Fernando Morais, doutorando no IF-USP e no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que é o primeiro autor do artigo.

Inspira e expira

Segundo Artaxo, as máscaras de algodão de duas camadas filtraram consideravelmente mais as partículas de aerossol que as feitas com apenas uma. Mas, a partir da terceira camada, a eficiência aumentou pouco, enquanto a respirabilidade diminuiu consideravelmente.

“Uma das novidades do estudo foi avaliar a respirabilidade das máscaras, ou seja, a resistência do material à passagem de ar. As de TNT e de algodão foram as melhores nesse quesito. Já as do tipo PFF2/N95 não se mostraram tão confortáveis. Mas a pior foi uma feita com papel. Esse é um aspecto importante, pois se a pessoa não aguenta ficar nem cinco minutos com a máscara, não adianta nada”, afirma Artaxo.

Como destacam os autores no artigo, embora com eficiência variável, todas as máscaras ajudam a reduzir a propagação do novo coronavírus e seu uso – associado ao distanciamento social – é fundamental no controle da pandemia. Eles afirmam ainda que o ideal seria a produção em massa de máscaras do tipo PFF2/N95 para distribuir gratuitamente à população – algo que “deveria ser considerado em futuras pandemias”, na avaliação de Vanderley John, coordenador da iniciativa (respire!, organizada pela Agência de Inovação da USP, e coautor do estudo.

“Hoje já está comprovado que a principal forma de contaminação é pelo ar e usar máscaras o tempo inteiro é uma das melhores estratégias de prevenção, assim manter janelas e portas abertas para ventilar os ambientes o máximo possível”, recomenda Artaxo.

O artigo Filtration efficiency of a large set of COVID-19 face masks commonly used in Brazil pode ser lido em www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02786826.2021.1915466.
 

Tecnologia promete levar mais segurança aos pacientes, além de tornar o procedimento mais preciso, rápido e prático aos profissionais da saúde.

Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP estão desenvolvendo um robô para ser utilizado durante cirurgias realizadas em crianças que sofrem de epilepsia, um dos problemas neurológicos mais frequentes na infância. Na maioria dos casos, a crise convulsiva é tratada com remédios, mas cerca de 25% dos pacientes não respondem ao tratamento clínico. A nova máquina vai auxiliar os médicos a inserirem eletrodos no crânio daqueles que apresentam esse problema de saúde para que o cérebro possa ser monitorado durante uma crise, fornecendo dados precisos aos profissionais. Com a tecnologia, a operação se tornará muito mais segura, rápida e eficiente do que aquelas realizadas hoje em dia nos hospitais.

“O robô conta com câmeras e sensores de distância. Um sistema de inteligência artificial analisa as imagens, os dados captados e mapeia os pontos para inserir os eletrodos. O médico vai ter um guia. Não tem erro. É mais segurança para as crianças que passam por esse tipo de procedimento”, aponta Glauco Caurin

O novo “robô-neurocirurgião” está sendo construído e testado dentro de um dos hangares do Departamento de Engenharia Aeronáutica (SAA) da EESC. Glauco Caurin, professor da escola e coordenador do projeto, explica que o equipamento, geralmente utilizado na fabricação de aviões, agora está sendo adaptado para auxiliar profissionais da saúde. Na prática, a partir de imagens em 3D do cérebro do paciente recebidas on-line, a máquina irá auxiliar os profissionais de saúde a interpretá-las e a calcular exatamente onde os eletrodos devem ser inseridos, posicionando uma ferramenta tubular na cabeça da criança para que a equipe médica coloque os sensores. Uma forma colaborativa de trabalho entre o robô e o cirurgião.

Glauco Caurin – Foto: IFSC-USP

“O robô conta com câmeras e sensores de distância. Um sistema de inteligência artificial analisa as imagens, os dados captados e mapeia os pontos para inserir os eletrodos. O médico vai ter um guia. Não tem erro. É mais segurança para as crianças que passam por esse tipo de procedimento”, comemora o engenheiro.

Com o robô, o procedimento cirúrgico também será bem mais rápido. Hoje em dia, as tarefas realizadas durante a operação são executadas majoritariamente de forma manual pelos médicos, que contam apenas com alguns programas de computador limitados para auxiliá-los.

O professor Hélio Machado, do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, instituição parceira no estudo, explica que lesões cerebrais ocorridas de forma precoce, ainda durante a formação do órgão, estão entre as principais causas de convulsões em crianças. “Essas lesões levam ao mau funcionamento de parte do cérebro, que se torna gerador de crises convulsivas. Nesses casos, é preciso descobrir o local exato onde a crise começa e para onde ela se propaga. Atualmente, a melhor forma de se estudar cada caso é inserindo no crânio do paciente de 5 a 15 eletrodos, que são conectados a um sistema de monitoramento”, explica.

Hélio Machado – Foto: FMRP-USP

Após o procedimento de colocação dos eletrodos, o paciente fica em observação no Hospital das Clínicas da FMRP por até uma semana. O objetivo é aguardar a criança ter uma crise para que, a partir dos sinais elétricos emitidos pelos sensores, os médicos consigam identificar a origem da convulsão e planejar com mais precisão a retirada da região doente do cérebro.

Para criar a nova tecnologia, os pesquisadores importaram da Alemanha um braço mecânico articulado de última geração com aproximadamente 1,6 metro (m) e 45 quilos (kg), o qual será controlado por códigos computacionais que estão sendo desenvolvidos na EESC. “Estamos aplicando na neurocirurgia sistemas criados para diferentes áreas e adaptando softwares já disponíveis no mercado, alguns desenvolvidos por universidades brasileiras, para deixar o custo de produção mais barato e, consequentemente, a inovação mais acessível para os hospitais”, explica o docente da EESC.

Como neste tipo de cirurgia há várias etapas, a proposta é que, no futuro, o robô seja programado para realizar diferentes ações durante o procedimento. O equipamento tem um encaixe na ponta para que diversos instrumentos sejam acoplados e, durante a operação, o médico poderá alterar as ferramentas de acordo com a tarefa que deseja realizar. “Ele mostra um QR Code para o robô identificar qual utensílio ele está recebendo naquele momento. A cada avanço de etapa, o médico aperta botões de comando. É bem simples, mas os profissionais vão precisar de uma capacitação”, pondera Caurin.+ Mais

“Robô Transportador Hospitalar” inicia a fase de testes no Hospital Universitário da USP

A parceria entre EESC e FMRP começou em 2014, quando o professor Hélio Machado entrou em contato com Glauco após voltar de uma viagem a trabalho, onde esteve com o chefe de Neurocirurgia Pediátrica do Hospital da Fundação Rothschild, em Paris, na França, que também se dedicava a cirurgias de epilepsia na infância e foi pioneiro no uso de robôs em 2009. Durante a visita, Machado teve a oportunidade de conhecer a fábrica da empresa que produziu o primeiro robô-neurocirúrgico do mundo e voltou animado para o Brasil com a possibilidade de desenvolver algo por aqui.

“O trabalho com grupos de outras áreas do conhecimento permite um avanço tecnológico espetacular para o nosso país, evitando a importação de equipamentos que às vezes são extremamente caros. A cirurgia robótica em nosso meio tem todas as condições de ser muito bem-sucedida, trazendo benefícios incalculáveis aos nossos pequenos pacientes”, comemora Hélio Machado.

“Eu fiquei muito interessado. Não conhecia o professor Glauco pessoalmente, mas já havia visto apresentações de alguns alunos dele em congressos estudantis sobre braços robóticos. Entrei em contato com ele e, em 2016, nós fizemos o primeiro workshop sobre cirurgia robótica em São Carlos. Foi aí que as coisas realmente começaram a se desenvolver”, lembra Machado. Atualmente, as equipes trabalham de forma bem próxima, apesar do isolamento imposto pela pandemia de covid-19. “Nós queremos identificar quais são os desafios e como a gente pode ajudar a solucionar essas dificuldades”, ressalta Glauco Caurin.

Pelo menos metade das mais de duas mil crianças atendidas pelo Hospital das Clínicas (HC) da FMRP, em Ribeirão Preto, onde há um setor dedicado exclusivamente à abordagem de epilepsia, pode ser beneficiada com o novo robô-assistente.

“O trabalho com grupos de outras áreas do conhecimento permite um avanço tecnológico espetacular para o nosso país, evitando a importação de equipamentos que às vezes são extremamente caros. A cirurgia robótica em nosso meio tem todas as condições de ser muito bem-sucedida, trazendo benefícios incalculáveis aos nossos pequenos pacientes”, comemora Hélio Machado.

Robô trabalhará como um guia para os médicos – Foto: Henrique Fontes/ EESC

Desde a década de 1980, a tecnologia vem avançando muito na área e proporcionando a produção de robôs que podem colaborar com a medicina. Ainda não existem máquinas 100% autônomas para operar pacientes e nem esse é o objetivo dos pesquisadores de São Carlos.

“Nós queremos otimizar algumas habilidades preciosas dos humanos para cansar menos esses profissionais. O robô é um assistente que não vai tirar a profissão do enfermeiro, do técnico de enfermagem ou do instrumentador, muito menos dos médicos”, ressalta Caurin.

A tecnologia em desenvolvimento na EESC tem sido testada por meio de simulações em crânios artificiais, visando a identificar eventuais erros do sistema e prever todos os problemas que podem surgir no momento da cirurgia. Segundo o professor da EESC, a segurança do robô precisa ser rigorosa, pois a máquina vai lidar com vidas. “Do ponto de vista de engenharia, as técnicas de controle que nós utilizamos são as melhores disponíveis atualmente no planeta. Antes da conclusão de testes exaustivos, o robô não será levado para os hospitais”, garante o coordenador do estudo. Os especialistas esperam que, no segundo semestre deste ano, seja possível iniciar uma fase de testes com pacientes.

Os primeiros resultados da pesquisa já estão sendo compilados e preparados para publicação em revistas científicas internacionais. Os estudos sobre cirurgia robótica no Brasil, entretanto, ainda são muito recentes. “Nós estamos começando a desenvolver essa área no País e estamos empolgados, mas ainda há muito pela frente”, explica Caurin. A pesquisa, que contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), envolve alunos de graduação, mestrado e doutorado da USP.  No futuro, os cientistas pretendem criar sistemas que interpretem dados captados pelos eletrodos e implantar no equipamento tecnologias para que ele reconheça gestos e trabalhe com Realidade Aumentada.

Por Camila Psim - Jornal da USP

Mais informações: e-mail [email protected], na Assessoria de Comunicação da EESC

Em ranking criado pela Bloomberg, os países da América Latina figuram entre os piores ao lidar com a pandemia da COVID-19. Brasil foi colocado na última posição, tendo à sua frente Argentina (51º) e a Colômbia (50º).

Após a revista Science ter apontado que houve inação do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia da COVID-19 no Brasil, a Bloomberg divulgou um estudo que revelou que o país teve o pior desempenho diante da crise pandêmica. 

Chamado de "Ranking de Resiliência", a publicação norte-americana apresenta as nações que mais tiveram dificuldades para lidar com a COVID-19. O Brasil foi classificado em último lugar, tendo o pior desempenho entre as economias relacionadas pelo levantamento.

No estudo, foram analisadas apenas as economias com PIB superior a US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,079 trilhão). Em razão do viés econômico da Bloomberg, uma grande quantidade de dados e parâmetros financeiros foram levados em consideração para determinar as posições de cada país.

Entre os dez indicadores que compõem a lista, destacam-se a taxa de mortalidade, a taxa de testes positivos para a COVID-19 (ou de infecção), o acesso às vacinas, a liberdade de circulação e a evolução do Produto Interno Bruto, entre outros.

Em relação à última atualização do ranking, feita em março, a Argentina caiu sete posições na lista, ocupando atualmente a posição de número 51.

Outras nações latino-americanas também foram listadas pela publicação. A saber: Chile (36º); Peru (47º); México (48º); Colômbia (50º); e o Brasil (53º).

Entre os cinco primeiros colocados, estão, em ordem, Singapura, Nova Zelândia, Austrália, Israel e o Taiwan.

A crise no Brasil

Ontem (27), o balanço do consórcio de veículos de imprensa, feito com dados das secretarias de Saúde, registrou 3.120 mortes por COVID-19 nas últimas 24 horas, chegando a um total de 395.324 óbitos no Brasil.

A média móvel de mortes no Brasil na última semana chegou a 2.399, ficando abaixo de 2.400 pela primeira vez depois de mais de um mês. O total de casos confirmados de coronavírus chegou a 14.446.541. 

Vale lembrar que a média móvel de mortes pelo coronavírus no Brasil está acima da marca de mil óbitos há 97 dias. São 42 dias com a média acima de 2 mil mortes diárias.

Dos 1,5 bilhões de hectares cultivados no mundo, apenas 190 milhões utilizam sementes transgênicas, ou seja, 13% da área total.

As sementes transgênicas, em especial de grãos, são aquelas sementes que sofreram mutações genéticas em laboratório, para se transformarem em plantas mais resistentes ao uso de determinados agrotóxicos. Assim, as pesquisas, a produção e a difusão dessas sementes modificadas são patrocinadas pelas grandes corporações mundiais que também produzem os agrotóxicos, como a Monsanto/Bayer, Basf, Syngenta, apenas para ficar entre as principais.

A adoção de sementes transgênicas leva, necessariamente, ao aumento do uso de agrotóxicos e, com isso, a destruição da biodiversidade nas áreas, trazendo como consequência todo tipo de desiquilíbrio ambiental, desde a destruição da vida, a contaminação das águas, da atmosfera, até das chuvas (pelo agrotóxico secante que evapora e sobe às nuvens) e das mercadorias produzidas. Além disso, o reconhecimento do direito à propriedade privada das empresas sobre essas sementes obrigam o pagamento de royalties na hora da colheita em todo mundo, que variam de 2 a 8% do valor da produção.

Essas empresas ainda utilizam muitos recursos para viabilizar esse grande negócio. Está comprovado que compraram inclusive pareceres técnicos de “cientistas” que venderam seus artigos para justificar que as sementes transgênicas não traziam problemas. Mesma prática adotada no passado pelas fábricas de cigarro, que compravam pareceres de médicos para dizer que o tabaco não produzia câncer. E milhões de pessoas morreram com essa doença em seus pulmões provocados pelo tabagismo.

Gastaram milhões de dólares em propaganda, na imprensa burguesa e em meios de comunicação de massa, afirmando que os transgênicos aumentariam a produtividade, a renda dos agricultores e eliminariam a fome. Nas últimas duas décadas, os transgênicos foram tomando conta da agricultura de grãos, mas nenhuma dessas promessas foram cumpridas. Ao contrário, aumentaram os desiquilíbrios climáticos, o monocultivo eliminou a biodiversidade e a fome atinge um número ainda maior de pessoas. E também as pragas se mostraram cada vez mais resistentes e os agricultores precisam aplicar cada vez mais agrotóxicos. As empresas agradecem eufóricas.

Graças à essas manipulações midiáticas foi criado o senso comum de que agora, na agricultura, toda a produção é transgênica e, portanto, melhor; o progresso da tecnologia.

Mas a realidade é outra

Segundo as informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o planeta utiliza mais de 1,5 bilhões de hectares para cultivos, o que representa 11,62% do território mundial com aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas que vivem no meio rural (40% da população mundial), em 193 países. A FAO divide os usos da terra nos segmentos agrícolas, cultivadas, arável, florestal, outras terras, águas interiores e áreas com agricultura orgânica. As áreas florestais apresentaram um valor de mais de 4 bilhões de hectares e as áreas destinadas para agricultura orgânica no planeta somaram 71 milhões de hectares. Na tabela abaixo é possível ver os principais países em função daqueles com maiores áreas cultivadas, a partir dessa distribuição.

A Índia é o país que possui a maior área cultivada, atingindo 169,4 milhões de hectares, o que representa mais de 51,5% de seu território e 10,8% da área cultivada no mundo. Após a Índia, temos os EUA cultivando em 160,4 milhões de hectares, o que representa 16,32% de seu território e 10,23% da área mundial cultivada. Em terceiro lugar temos a China, com 135,7 milhões de hectares, cultivando em 14,13% de seu território e em 8,7% da área mundial cultivada.

O Brasil é o quinto colocado em termos de área cultivada, com a utilização de 7,46% do território. Em 2018, o país usou 63,5 bilhões de hectares para o cultivo, o que representou uma participação de 4,05% da área cultivada no mundo.

Voltando a parcela cultivável mundialmente, dos 1,5 bilhões de hectares, apenas 190 milhões de hectares são cultivados com sementes transgênicas, ou seja, apenas 13% da área total cultivada no mundo. Dos 193 países, somente 29 adotam sementes transgênicas. Muitos países da Europa, inclusive, já estão começando a proibir, por exemplo, o milho e o trigo transgênico, por estarem diretamente ligados à dieta alimentar das pessoas. Assim como as variedades de arroz transgênico estão proibidos na maioria dos grandes países produtores.

E entre as nações que utilizam as sementes transgênicas, 90% de toda área mundial de transgênicos estão concentradas em apenas cinco países: EUA, com 71,5 milhões de hectares, Brasil, com 53 milhões de hectares, Argentina, com 24 milhões de hectares, Canadá, com 12,4 milhões de hectares, e a Índia, com 12 milhões de hectares, totalizando 173 milhões de hectares. Cerca de 90% da área de transgênicos são cultivas com sementes de milho, soja, algodão e variedades de cana-de-açúcar e de feijão.

A boa notícia, depois da expansão crescente da área nos últimos 20 anos, ainda que concentrada em apenas cinco países, é que na safra de 2019 houve um recuo de menos 2 milhões de hectares plantados com transgênicos.

No computo geral, 71 países admitem consumir produtos transgênicos, sendo que 42 são dependentes de importação de grãos transgênicos. E outros 29 países autorizaram o plantio. Porém, como se viu, essa prática está concentrado nos cinco países dominados pelo modelo do agronegócio, ou seja, do capital financeiro e das corporações transnacionais que controlam os grãos, o algodão e o etanol.

Dessa forma, podemos afirmar que, na realidade, a produção de sementes transgênicas, longe de dominar todo o uso da terra cultivável, se mantém concentrada em apenas 13% do total de terras cultiváveis, desmitificando a falácia construída pelo grande capital que opera no agronegócio em relação as sementes transgênicas.

Fonte: Tricontinental

Por Karina Tarasiuk do Jornal da USP

Aplicativos que sugerem o caminho mais rápido para chegar a um destino, ou trazem a previsão do horário de chegada do ônibus no ponto mais próximo, ou qual restaurante está aberto. Esses são apenas alguns exemplos de como mapas e técnicas de processamento de dados espaciais são utilizados em tecnologias para ajudar o nosso dia a dia. 

“Tradicionalmente, a cartografia esteve mais voltada para a produção do mapa como um produto final, enquanto o geoprocessamento esteve mais voltado para o apoio à decisão com base em informações espaciais, e o produto final não é necessariamente um mapa”. A explicação é da professora Rúbia Gomes Morato. Ela coordena desde 2015 o Laboratório de Cartografia e Geoprocessamento, o Labcart, que funciona no Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

O laboratório apoia pesquisas na área de cartografia e geoprocessamento, da iniciação científica ao pós-doutorado, além de projetos liderados por docentes. Um deles é o da professora Ligia Vizeu Barrozo, do Departamento de Geografia e vinculada ao Labcart,  que atua no mapeamento da covid-19 no País.

Desde o início da pandemia, ela coordena o projeto Monitora-Clusters, vinculado ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, para monitoramento dos clusters (agrupamentos) ativos dos óbitos por covid-19 no Brasil. 

O projeto aplica testes estatísticos de varredura espaço-temporal prospectiva no Brasil com a finalidade de identificar municípios com excesso de óbitos em relação ao tamanho de suas populações. A metodologia de análise envolve estatística espacial a partir das coordenadas geográficas das sedes dos municípios, da população estimada pelo IBGE para 2019 e do número de óbitos notificados para covid-19.

Rúbia Gomes Morato e Ligia Vizeu Barrozo, do Laboratório de Cartografia e Geoprocessamento, da FFLCH - Foto: Arquivo pessoal

O mapa de clusters ativos identifica os locais e quando os agrupamentos tiveram início. “Este tipo de informação pode ser usado como subsídio para tomadas de decisão, como a manutenção de distanciamento físico, identificação dos locais onde devem ser aplicados testes e a necessidade de reforçar todo o sistema de saúde, com construção de hospitais de campanha, disponibilização de ambulâncias nas localidades menores e recursos humanos”, explica Ligia. 

Estas análises estatísticas pretendem contribuir com uma vigilância em tempo real de ocorrência dos agrupamentos de óbitos. “‘Tempo real’ aqui deve ser entendido como o tempo de ocorrência dos clusters”, ela enfatiza.

Vigilância de óbitos por covid-19

Os mapas apresentam círculos que indicam os agrupamentos ocorridos durante o período de análise ou ainda ativos no final do período, que teve início em 17/03/20, até o 1º dia de cada mês. Em cada círculo são apresentados o número de óbitos observados, o número de óbitos esperados em função da população em risco, o risco relativo (RR) e a população total dentro do círculo, estimada para o ano de 2019 (IBGE). A partir desses mapas é possível analisar a evolução espacial da gravidade dos óbitos no País.

Fonte: Projeto Monitora-Clusters - Labcart / IEA USP

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O uso da cartografia e do geoprocessamento possui inúmeras aplicações. Entre elas estão: fornecer informações importantes para o planejamento urbano; ajudar a identificar as áreas prioritárias para instalação de creches, escolas e hospitais; permitir saber onde estão as áreas mais sujeitas a processos erosivos e a seleção de atividades adequadas; mostrar como uma epidemia se propaga, fornecendo informações úteis para os gestores que precisam contê-la; ajudar a identificar as áreas mais propícias para a instalação de estabelecimentos comerciais do ponto de vista econômico.

A arte e os mapas

A cartografia também lida com a arte, a ciência e a tecnologia de fazer e usar mapas, segundo definição da International Cartographic Association (ICA). “Muitos mapas históricos são também obras de arte”, destaca a professora Rúbia.

E uma amostra desse tipo de material pode ser encontrada no acervo do Labcart, que conta com cerca de duas mil cartas topográficas do mapeamento do IBGE, em escalas entre 1:25 mil e 1:250 mil de todo o Brasil. Há mapas temáticos de geologia, geomorfologia, pedologia e outras características físicas em diversas escalas e de várias localidades brasileiras. Existem mapas históricos temáticos datados desde o final do século 19.  

Há também livros sobre cartografia, geoprocessamento e temas pertinentes a esses assuntos, além de ferramentas para levantamento cartográfico, como GPS de navegação, trenas e bússolas. A utilização e empréstimo são voltados à comunidade acadêmica interna e externa da USP. 

O laboratório apresenta algumas peças de valor histórico, como um estereoscópio alemão dos anos 1950, que conta com braço pantográfico e ajuste fino de altura para restituição de fotografias aéreas, materiais para levantamento cartográfico de campo, mesas digitalizadoras para cartas e uma coleção de reportagens técnicas de revistas especializadas em cartografia e geoprocessamento datadas até a década de 80, onde é possível analisar o desenvolvimento técnico e científico da cartografia e geodésia.

Todo o acervo está sendo catalogado em um banco de dados, que será disponibilizado no site do laboratório para consulta em um futuro após a pandemia. Para informações sobre o acervo, é preciso enviar um e-mail para: [email protected].

Mapa da Bahia de 1574 - Foto: Reprodução/Guia Geográfico da Bahia

Geografia e tecnologia

Dentro do laboratório, o Grupo de Estudos de Geoprocessamento e Cartografia (Geocart) busca aprofundar conhecimentos sobre os fundamentos teóricos da cartografia e conhecer ferramentas de geoprocessamento para desenvolver habilidades em análise espacial.

Paola Ferrete, uma das participantes do grupo, é recém-graduada em Geografia pela USP e trabalha na área de cartografia e geoprocessamento. “Um mundo foi se abrindo, porque entendemos o quanto a tecnologia pode ser muito benéfica para o nosso trabalho na geografia. Nós descobrimos linguagens de programação, como o R e o Python, que podem nos auxiliar nessas análises.”

O Geocart, que procura aproximar a geografia às tecnologias de informação espacial, funciona a partir do compartilhamento de saber. Nem todos os membros do Geocart vêm da Geografia – também existem estudantes de Gestão Ambiental e Pedagogia.

Encontro do Geocart antes da pandemia – Imagem: arquivo pessoal

Clara Penz, estudante do terceiro ano de Geografia na FFLCH, frequentava o Labcart antes da pandemia. Foi onde passou a se interessar mais por essas duas áreas do conhecimento. “Quando comecei a estudar cartografia passei a olhar o mundo pela visão da localização, de como a palavra ‘onde’ pode afetar nossas análises sobre o mundo. Passei a olhar para bancos de dados do IBGE de uma maneira muito diferente, e comecei a ver a possibilidade de isso ser realizável em um mapa, de ser colocado de maneira visual.” 

Mariana Mendes de Sousa, formada em Arquitetura e Urbanismo, entrou em 2018 no processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana, na linha de pesquisa em Cartografia, e começou a frequentar o Labcart. Ela e suas colegas organizaram um grupo chamado Meninas na Programação, em que assistiam às aulas, faziam as tarefas e discutiam os resultados depois. “Ali, nenhuma pesquisa de pós-graduação era solitária. Essa relação de trabalho amistosa e fraterna durou até a pandemia chegar.”

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Clara Panz, estudante de geografia e pesquisadora do Labcart - Foto: Arquivo pessoal

O grupo é um ambiente para compartilhar conhecimento de programação entre as pesquisadoras. Possui cursos para ensinar ferramentas de programação utilizadas na cartografia, que foram suspensos durante a pandemia. Michelle Odete dos Santos, técnica do Labcart desde 2017, é uma das participantes do programa. 

“Nós, mulheres, sofremos muito preconceito quando vamos trabalhar com tecnologia”, conta. Dentro da Geografia também existe esse preconceito: durante muitos anos foi um curso masculino, sobretudo na área de bacharelado e pesquisa. “Sem uma iniciativa em que nós possamos nos ajudar tanto na inserção no mercado de trabalho quanto no próprio aprendizado, a gente acaba saindo sempre em desvantagem.”

Estar presente junto às outras colegas ajudava muito no aprendizado, então sempre estamos compartilhando nossos trabalhos, discutindo nossas pesquisas e compartilhando conhecimentos. Nenhuma pesquisa de pós-graduação é solitária.”

Mariana Mendes de Sousa, mestranda em Geografia - Foto: Arquivo pessoal

Em um ambiente de mulheres, com mulheres, a gente se sente mais à vontade para aprender, ter dúvidas, desenvolver. Como estudantes de uma universidade pública, a gente tem que externalizar esse conhecimento, e como mulheres a gente tem que se fortalecer e se ajudar.”

Michelle Odete dos Santos, técnica e pesquisadora do Labcart - Foto: Arquivo pessoal

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Você sabia que existe uma competição de conhecimentos sobre cartografia?

A Olimpíada Brasileira de Cartografia ajuda a estimular o interesse de estudantes pela Cartografia e Geografia e propõe atividades para os professores. É voltada para alunos do 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio, com idades entre 13 e 19 anos, das escolas da rede pública e privada (urbanas e rurais) de todo o País. Cada escola participante forma uma ou mais equipes, compostas de quatro alunos e um professor ou professora, que é o técnico ou técnica da equipe. As inscrições estão abertas e vão até o dia 21 de maio.

Para saber mais, acesse: http://olimpiadadecartografia.uff.br/obrac-2021/

Vacinação segue nesta terça-feira 20/04, com idosos acima de 61 anos de idades já agendados e para profissionais de saúde com agendamento e forças de segurança in loco. Os drives para 1ª dose foram suspensos até a chegada de nova remessa. Drive para dose 02 continua ativo

Com estrutura montada para atender com qualidade todas as pessoas, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem atuando firme na imunização da população dos grupos prioritários. Até o momento foram vacinadas 67.914 pessoas entre idosos, profissionais de saúde e das forças de segurança conforme Plano Nacional de Imunização, iniciado em janeiro deste ano. Somente na última sexta-feira, 16 e sábado, 17, 3,6 mil idosos acima de 61 anos receberam a primeira dose da vacina.

A vacinação segue em Aparecida, a partir desta terça-feira, 20, apenas para aplicação de 1ª dose nos idosos agendados nas UBS´s, além de profissionais da saúde e forças de segurança. Os dois drives suspenderam as atividades até a chegada de nova remessa. “Nós estamos seguindo o cronograma de vacinação do Ministério da Saúde e cumprindo o que foi planejado para nossa cidade. Neste momento estamos vacinando idosos acima de 61 anos, além dos profissionais de saúde e das forças de segurança. Paralisamos as atividades nos drives por conta do baixo estoque e vamos continuar vacinando 1ª dose os agendamentos nas UBS´s. E conforme cheguem novas remessas com novas doses de vacinas, retomamos a aplicação com possível ampliação da idade”, comentou a coordenadora de Imunização da SMS, Renata Cordeiro que completou. “Tendo as doses disponíveis estamos vacinando”.

Drives da Cidade Administrativa e do Centro de Especialidades terão atividades retomadas assim que chegarem novas doses

Ao todo são oito postos disponíveis para aplicação da primeira e da segunda dose em Aparecida, sendo 3 drive-thrus e cinco Unidades Básicas de saúde. Os drives para primeira dose ficam na Cidade Administrativa Luiz Alberto Maguito Vilela e no Centro de Especialidades no Jardim Boa Esperança. Atendimento das 8h às 19h, sem necessidade de agendamento prévio. Já o drive para segunda dose, fica no estacionamento do Aparecida Shopping, no setor Serra Dourada. Também não precisa de agendamento.

Para receber a primeira dose nas Unidades Básicas de Saúde dos setores Andrade Reis, Bairro Cardoso, Jardim Olímpico, Jardim Florença e Veiga Jardim, a vacinação ocorrerá mediante agendamento pelo aplicativo “Saúde Aparecida”. A vacinação nas unidades ocorre das 8h às 17h. O link para acesso à ferramenta está disponível no site da Prefeitura (aparecida.go.gov.br). A aplicação da segunda dose nessas mesmas unidades não requer agendamento prévio, apenas ir no dia aprazado no cartão de vacinação.

Profissionais de saúde e de segurança

Para receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19, os profissionais de saúde que atuam em Aparecida podem agendar atendimento pelo aplicativo Saúde Aparecida – https://webapp.aparecida.everyday.net.br/. As vagas estarão disponíveis a partir das 8h desta terça-feira, 20.

Já os profissionais das Forças de Segurança e Salvamento continuam sendo vacinas in loco conforme cronograma estipulado pela SMS.

Balanço

Durante esses três meses de vacinação contra a Covid-19 em Aparecida de Goiânia, de 20 de janeiro a 18 de abril, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) imunizou 67.914 pessoas. Dessas, 48.874 são primeira dose e 19.040 segunda dose. Ao todo, desde o início da campanha, Aparecida recebeu 60.700 doses para primeira aplicação e 35.400 para segunda aplicação, totalizando 96.100 doses de vacinas. Hoje, o estoque disponível é de 4.150, para primeira aplicação nos idosos já agendados pelo aplicativo e também profissionais de saúde e forças de segurança.

Menos doses

Conforme noticiado em todo o país, Aparecida de Goiânia também notou perdas técnicas de doses em frascos de Coronavac em que a descrição era de que continham 10 doses. De acordo com a coordenadora de Imunização da SMS, ao serem administrados, foi constatado que alguns frascos continham em média 8 doses e não 10. “Realizaremos solicitação da reposição destas doses e todos os relatórios de falha técnica estão sendo preenchidos e serão encaminhados ao estado para envio ao Ministério da Saúde, visto que vários municípios de todo país constataram a mesma falha”, comentou.

Dose 2

Aparecida conta com 13.895 doses em estoque para a segunda aplicação. A vacinação com a Dose 2 segue disponível no drive-thru do Aparecida Shopping, de segunda à sexta-feira, das 8 às 19 horas, e nas UBS´s dos setores Andrade Reis, Bairro Cardoso, Jardim Olímpico, Jardim Florença e Veiga Jardim, de segunda à sexta-feira, das 8 às 17 horas. Em ambos os casos, sem necessidade de agendamento. Basta levar documento de identidade, CPF e cartão de Vacinação.

Trabalho é conduzido por startup capixaba com apoio do PIPE-FAPESP e do MCTIC. Novas chamadas de propostas estão abertas até 1º de julho (robô Lysa; imagem: Vixsystem/divulgação).

Uma startup capixaba, a Vixsystem, está desenvolvendo o Lysa – um robô guiado por GPS para locomoção de pessoas com deficiência visual.

Já uma empresa de segurança da informação estabelecida em Campinas, a Kryptus, iniciou um projeto em parceria com o Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com o objetivo de aumentar a segurança das interfaces – chamadas gateways – que conectam máquinas e equipamentos à internet e à nuvem.

Os projetos das duas empresas foram selecionados na última chamada de propostas para pesquisa estratégica em internet.

Lançada pela FAPESP em colaboração com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o Ministério das Comunicações (MCom) e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), os objetivos da iniciativa são desenvolver pesquisa em tecnologia de informação e comunicação, buscando criar conhecimento e inovação afinada com os grandes problemas na internet, e formar e fortalecer grupos de pesquisa excelentes em instituições acadêmicas de pesquisa e pequenas empresas de base tecnológica nos diversos temas atuais sobre aplicações e tecnologias para a internet.

Na última chamada, foram selecionados 25 projetos nos âmbitos dos programas Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), e nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular e Auxílio à Pesquisa – Temático.

“É a primeira vez que startups de outros Estados têm projetos apoiados pelo PIPE e que uma instituição de pesquisa fora de São Paulo [a UFSC] participa de um projeto no âmbito do PITE”, diz à Agência FAPESP Fabio Kon, professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) e membro da coordenação adjunta de ciências exatas e engenharia da FAPESP.

“Isso permite transferir o know-how desses dois programas, que são muito inovadores, para outras regiões do país”, avalia Kon.

Foram selecionados na chamada projetos de cinco pequenas empresas de base tecnológica no âmbito do PIPE, das quais três são de outros Estados – Rio Grande do Sul, Paraná e Espírito Santo.

As propostas foram analisadas em duas fases. Na pré-seleção, a FAPESP, com auxílio do comitê gestor da cooperação, fez a análise de enquadramento das propostas nos termos da chamada. O comitê gestor avaliou e recomendou o enquadramento ou não ao diretor científico da FAPESP.

Na segunda fase, de mérito científico, as propostas pré-selecionadas foram encaminhadas a assessores ad hoc e, em seguida, analisadas pelas coordenações de área e adjunta da Diretoria Científica da FAPESP. Com base nos pareceres e nas recomendações, o comitê gestor da cooperação encaminhou as propostas à Diretoria Científica da FAPESP com recomendação de aprovação ou denegação. “Tivemos bons projetos selecionados”, avalia Kon.

As empresas tiveram que demonstrar que já realizaram a prova de conceito com recursos próprios ou obtidos de outras fontes e apresentaram um plano de negócios consolidado, demonstrando os potenciais concorrentes e as vantagens competitivas, por exemplo, além de um quadro de modelo de negócio (Canvas).

Os projetos terão duração de até 24 meses e serão executados por pesquisadores com vínculo empregatício com a empresa.

Por meio do projeto aprovado na chamada, os pesquisadores da Vixsystem pretendem desenvolver um sistema de navegação outdoor do robô Lysa, que possibilite buscar as coordenadas de latitude e longitude de um local previamente selecionado, traçar uma trajetória e conduzir o usuário em segurança até o destino. Para isso, o robô deverá possuir um GPS acoplado à sua plataforma e ser capaz de acessar uma ferramenta de navegação, como o Google Maps, para definir uma trajetória e um plano de navegação para o usuário.

“O apoio ao projeto é fundamental para o aperfeiçoamento da robô Lysa, um equipamento inédito no mundo. O impacto dessa inovação contribuirá para a melhoria na mobilidade de pessoas com deficiência, que representam uma grande parcela da população”, diz Nedinalva de Araújo Sellin, diretora executiva da Vixsystem.

Novas chamadas

No início de abril foram lançados novos editais no âmbito do acordo de cooperação entre a FAPESP e o MCTIC.

Uma das chamadas está aberta a pesquisadores vinculados a instituição pública ou privada, sem fins lucrativos, de ensino superior ou de pesquisa nacional, que trabalhem em áreas relacionadas com o desenvolvimento da internet no Brasil.

As propostas devem ser elaboradas de acordo com os critérios da FAPESP para submissão nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Auxílio à Pesquisa – Temático ou Auxílio à Pesquisa – Jovem Pesquisador.

Outra chamada, no âmbito do PIPE-FAPESP, está aberta a pesquisadores que tenham vínculo com empresas de até 250 funcionários sediadas no Brasil e que trabalhem em áreas de pesquisa para o desenvolvimento da internet.

Uma terceira chamada no âmbito do PITE-FAPESP está aberta a pesquisadores que tenham vínculo empregatício com instituição pública ou privada, sem fins lucrativos, de ensino superior ou de pesquisa nacional, que trabalhem também em áreas de pesquisa para o desenvolvimento da internet.

Podem ser apresentadas propostas de pesquisa nos seguintes temas: a) Tecnologias viabilizadoras da internet; b) Aplicações avançadas da internet; c) Comunicação em rede e cultura digital; d) Políticas relativas à internet; e) Software livre, dados abertos, formatos e padrões abertos; f) Aplicações sociais de tecnologia da informação e comunicações.

O valor total oferecido no edital para pesquisa acadêmica é de aproximadamente R$ 30 milhões, sendo R$ 5 milhões para projetos de Auxílios Regulares, R$ 20 milhões para Projetos Temáticos e R$ 5 milhões para projetos na modalidade Auxílio Jovem Pesquisador.

Já o valor total oferecido nos editais para seleção de projetos no âmbito do PIPE e PITE-FAPESP é de R$ 40 milhões.

As propostas devem ser apresentadas exclusivamente pelo Sistema de Apoio à Gestão (SAGe) da FAPESP.

A data-limite para submissão é 1º de julho de 2021. Haverá um evento on-line com a coordenação da chamada para resolução de dúvidas sobre a chamada para projetos acadêmicos no dia 27 de abril de 2021, às 16h. Também está previsto, para o início de maio, um evento on-line para tirar dúvidas sobre as chamadas para projetos realizados por pequenas empresas ou em parceria com universidades e instituições de pesquisa.

Origem dos recursos

Os recursos alocados nas chamadas de propostas para pesquisa estratégica em internet são oriundos de fundos remanescentes do período em que a FAPESP, por delegação do CGI.br, geriu as atividades de registro de domínio e alocação de endereços IP no Brasil, no início da internet no país.

Entre 1998 e dezembro de 2005, a FAPESP foi responsável por essa função, posteriormente atribuída pelo CGI.br ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

A fim de direcionar esses recursos para o avanço da pesquisa e desenvolvimento da internet no país, a FAPESP assinou, em dezembro de 2013, um acordo de cooperação com o MCTIC no valor de R$ 98 milhões.

Os recursos serão distribuídos entre projetos apresentados por pesquisadores de todo o país, proporcionalmente ao número de registros de domínios solicitados em cada Estado naquele período.

“Um pouco mais de 50% dos recursos desse fundo devem ser investidos em pesquisa em outros Estados brasileiros, uma vez que esse é o percentual estimado de valores arrecadados fora de São Paulo com o registro de domínios”, explica Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP. “Isso permite que a Fundação compartilhe sua expertise e contribua para a consolidação de startups em ouras regiões do país”, acrescenta.

O acordo já resultou no lançamento de outras chamadas de propostas voltadas a projetos de pesquisadores ligados a universidades e instituições de pesquisa, uma no âmbito do PITE e outra, mais recente, voltada à criação de oito Centros de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial.

Os quatro primeiros centros, dos quais dois serão estabelecidos em São Paulo e dois em outros Estados, terão foco em saúde, agricultura, indústria e cidades inteligentes.

Cada centro poderá receber até R$ 1 milhão por ano da FAPESP e mais R$ 1 milhão de empresas privadas parceiras. Os centros serão apoiados por cinco anos, renováveis por mais cinco, dependendo dos resultados alcançados (leia mais em agencia.fapesp.br/32196/).

Fonte: Elton Alisson | Agência FAPESP
 

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