Ministro diz que acordo de Caiado com EUA não tem valor jurídico

Márcio Elias Rosa: ‘Pleno emprego significa condição de vida para as pessoas. E o que é melhor? A renda familiar em ascensão’ A Nova Indústria Brasil (NIB), política do Governo Federal que coloca a atividade industrial no centro do desenvolvimento, tem contribuído para os índices econômicos e sociais do País. Foi o que afirmou o ministro […]

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Márcio Elias Rosa: ‘Pleno emprego significa condição de vida para as pessoas. E o que é melhor? A renda familiar em ascensão’

A Nova Indústria Brasil (NIB), política do Governo Federal que coloca a atividade industrial no centro do desenvolvimento, tem contribuído para os índices econômicos e sociais do País. Foi o que afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa Bom Dia, Ministro desta sexta-feira (24/4), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“A Nova Indústria Brasil, que o presidente Lula e o vice (Geraldo) Alckmin, então ministro (do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), definiram logo no início do governo, tem sido vital, de fato, para o desenvolvimento econômico no Brasil”.

Hoje nós vivemos pleno emprego. Assistimos a índices muito bons do ponto de vista econômico e do ponto de vista social, e o eixo tem sido a Nova indústria Brasil, que funciona como um grande guarda-chuva para projetos associados à industrialização”, disse o ministro

A dimensão desse estímulo é sustentada pelo Plano Mais Produção, que disponibiliza, de 2023 a 2026, R$ 713,3 bilhões. Até o final de 2025, já foram destinados R$ 653,15 bilhões para 428 mil projetos, com crédito direcionado a todas as regiões do Brasil.

“Uma das diretrizes que estão estabelecidas no plano, a partir de uma orientação do presidente Lula, é essa necessária diversificação e regionalização. Não pode concentrar recursos, senão vai tudo para o Sul, para o Sudeste, e a gente tem dificuldades em outras regiões”.

“90% do crédito contratado são por empresas que estão expandindo a sua atividade ou estão inovando. Não são grupos já consolidados necessariamente. Há grupos pequenos acessando crédito. Nós temos contratados em todo o país dinheiro para as 6 missões (da NIB): agroindústria, complexo econômico e industrial da saúde, infraestrutura, transformação digital, a descarbonização e bioeconomia, e defesa e soberania”, explicou Márcio Elias Rosa.

Segundo o Caged, o Brasil criou nos dois primeiros meses deste ano 370.339 vagas com carteira assinada. A Indústria foi o segundo setor que mais gerou empregos formais, com 86.091 vagas.

Nós conseguimos fazer que a reforma tributária, a NIB, que o Combustível do Futuro e depois políticas setoriais com o setor automotivo, por exemplo, o (programa) Mover. Nós temos políticas estruturante e depois políticas setoriais. É por isso que hoje a gente celebra pleno emprego, redução da inflação, indicadores sociais e econômicos. Por isso é que o Brasil está podendo colher bons resultados desse desenvolvimento”.

“Nós temos hoje 103 milhões de pessoas empregadas, estamos com o câmbio em queda, com a inflação contida ou dentro da meta. O pleno emprego significa condição de vida para as pessoas, mais de 100 milhões de pessoas, uma taxa de desemprego inferior a 6%. E o que é melhor? A renda familiar em ascensão, a renda não apenas per capita, mas a renda da unidade familiar crescendo. Crescendo, cresce necessariamente o poder de compra, o bem-estar, as pessoas começam a viver um pouco melhor. Se nós conseguimos desenvolver, por exemplo, projetos como Minha Casa, Minha Vida, as pessoas poderão acessar a moradia, se livrar do aluguel, a próxima geração familiar viverá em uma condição ainda melhor. Eu acho que este ano não será um ano mais difícil do que outros, ao contrário, nós vamos colher bons resultados ainda neste ano”, afirmou o ministro.

Setor automotivo

Márcio Elias Rosa também destacou os investimentos no mercado automotivo por meio de duas políticas de fomento produtivo. Com o Programa Mover, foram gerados anúncios de R$ 190 bilhões no setor automotivo, sendo R$ 140 bilhões das montadoras e R$ 50 bilhões do setor de autopeças. Já o programa Carro Sustentável, que zerou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o carro de entrada, aumentou as vendas no varejo em 51,5%.

“A indústria automotiva é fundamental, porque além de ser uma grande geradora de empregos, ela está quase sempre na fronteira da inovação tecnológica. Quem fabrica um carro, quando eu falo fabricar não é montar o carro simplesmente, é fabricar mesmo, desenvolver, se apropriar de um semicondutor e fazer tudo, chip. Quem faz isso tem uma indústria muito bem montada, um parque industrial muito diversificado”.

“Então nós não podemos renunciar a isso nunca, não podemos abrir mão disso nunca, ainda que a competição seja muito difícil. O governo tem que fazer políticas de incentivo aos investimentos privados para que essas indústrias venham para o país e nós conseguimos fazer isso. O presidente Lula lançou o Programa Mover. Nós lançamos no começo do governo. Ele reservou R$ 19 bilhões para três anos de créditos tributários para que realizasse investimentos no Brasil. Nós tivemos mais de 140 bilhões de anúncios de investimentos e conseguimos trazer algumas indústrias, mesmo chinesas que estão vindo para o país. Algumas estão vindo para o Brasil produzir. O que nós queremos é que elas não venham só montar o carro aqui, elas comecem a fabricar aqui no país, um dia quem sabe até a bateria do carro elétrico, por exemplo”, explicou.

Programa Brasil Soberano

Para proteger o país das instabilidades geopolíticas globais, foi publicada uma portaria que regulamenta a segunda fase do Brasil Soberano, com acesso a R$ 15 bilhões adicionais para a indústria, utilizando recursos provenientes do superávit do Fundo de Garantia à Exportação. Esta iniciativa prioriza os setores de grande intensidade tecnológica, tais como os ramos de máquinas, equipamentos eletrônicos, área química, farmacêutica, aeronáutica e exploração de terras raras. A medida também blinda exportadores brasileiros que foram economicamente afetados tanto pela lei comercial dos Estados Unidos quanto pelas guerras no Oriente Médio.

“Nós temos empresas que foram afetadas pela política dos Estados Unidos, pelo tarifaço, setores que são estratégicos para o país, telecomunicações, por exemplo, equipamentos de informática. E a novidade são empresas e setores atingidos pela instabilidade no Golfo Pérsico. Quem hoje importa ou exporta para aquela região não está conseguindo fazer porque o Estreito do Ormuz está bloqueado ou está fechado. Ou porque, infelizmente, não tem logística que faça a distribuição do produto lá. Isso se refere muito a proteína, por exemplo, a carne. O presidente Lula reservou R$ 15 bilhões, nós fizemos a regulamentação na semana passada, junto com (Ministério da) Fazenda, e a regulamentação já permite que o BNDES gerencie a liberação de recursos para as empresas que sofreram impacto agora também em razão da crise geopolítica lá do Golfo (Pérsico), infelizmente”, disse Márcio Elias Rosa.

Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro