O presidente Lula (PT) se manifestou neste domingo (27) sobre a proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O autor do projeto é ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”, disse Lula em entrevista à BandNews. O presidente mencionou o episódio conhecido como “chute na santa”, ocorrido em 1995, antes de defender a permanência do título religioso.
Uma das entrevistadoras afirmou que o caso seria fake news e Lula afirmou: “O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”. O petista ainda disse que que “respeita a religião evangélica” e pediu para que as demais religiões também sejam respeitadas.
“Ela vai ser a padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé. Eu só quero que todas as religiões respeitem as demais religiões. Eu respeito a religião evangélica, quero que ele respeite a religião católica. Quero que respeite a religião de matriz africana. Cada um professa sua fé como quiser, sem magoar os outros”, completou.
Presidente defende mandato para o STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal e de um conselho que avalie os nomes antes da indicação presidencial à Corte. A proposta surgiu em entrevista à BandNews exibida no domingo (27), em meio à crise envolvendo o Banco Master e integrantes do tribunal.
Lula afirmou que o presidente da República não deveria concentrar a escolha dos ministros. “Não pode ser só o presidente que indica. Temos que criar um critério para que seja alguém que passe por um crivo de um colegiado para que a pessoa não seja mais o cara indicado pelo presidente”, disse.
Na formulação apresentada pelo petista, o colegiado reuniria juristas e integrantes da sociedade civil. “Quero um cara que tenha responsabilidade com a sociedade brasileira”, acrescentou o presidente, candidato à reeleição em 2026.
O chefe do Executivo também sustentou que investigações sobre possíveis irregularidades devem alcançar todos os envolvidos, inclusive ministros do STF. “Na hora que comprovar que a pessoa cometeu erro, a pessoa tem que ser punida. Isso vale para todo mundo”, afirmou.