Marina recebeu apoio de ministras e de Lula após ataque no Senado
Mulheres integrantes do Governo Lula e o presidente da República se solidarizaram com a ministra Marina Silva após o ataque misógino sofrido em comissão do Senado. Em entrevista ao site UOL, a ministra disse que o presidente Lula ligou ontem ela e expressou sua solidariedade, dizendo que ela fez bem em deixar a sessão, quando os senadores bolsonaristas […]
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Mulheres integrantes do Governo Lula e o presidente da República se solidarizaram com a ministra Marina Silva após o ataque misógino sofrido em comissão do Senado. Em entrevista ao site UOL, a ministra disse que o presidente Lula ligou ontem ela e expressou sua solidariedade, dizendo que ela fez bem em deixar a sessão, quando os senadores bolsonaristas lhe faltaram ao respeito como mulher e como ministra.
“Toda a minha solidariedade à ministra Marina Silva, alvo de mais um episódio inaceitável de violência política. É revoltante assistir ao desrespeito e à tentativa de silenciamento de uma mulher”, escreveu a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
“Impossível não ficar indignada com os desrespeitos sofridos pela ministra Marina Silva durante sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado”, escreveu a primeira-dama da República, Janja da Silva, em uma postagem nas redes sociais em que também lembrou da trajetória profissional de Marina, liderança ambientalista mundialmente reconhecida.
Primeira dama se solidariza com Marina Silva. Imagem: Reprodução Instagram/Janja
“Sua bravura nos inspira e sua trajetória nos orgulha imensamente. Uma mulher reconhecida mundialmente por sua atuação com relação à preservação ambiental jamais se curvará à um bando de misóginos que não têm a decência de encarar uma ministra da sua grandeza”, acrescentou.
A ministra da Mulher, Márcia Lopes, também saiu em defesa de Marina Silva.
“Ela foi desrespeitada e agredida como mulher e como ministra por diversos parlamentares ─ em março, um deles já havia inclusive incitado a violência contra ela. É um episódio muito grave e lamentável, além de misógino”, destacou.
Ministra Márcia Lopes: Marina Silva foi desrespeitada e agredida como mulher e como ministra. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
“Marina Silva é minha amiga, minha referência. Hoje, ela foi desrespeitada, interrompida, silenciada, atacada no Senado enquanto exercia sua função como ministra do Meio Ambiente”, postou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
O que não pode é alguém achar que porque você é mulher, porque você é preta, porque você vem de uma trajetória de vida humilde, que você vai dizer quem eu sou e ainda dizer que eu devo ficar no meu lugar. O meu lugar é onde todas as mulheres devem estar”
“Essas foram as palavras de minha amiga e querida companheira ministra @marinasilvaoficial , logo após sair da Comissão onde sofreu violência política no Senado. Dói ter que reafirmar sempre que merecemos respeito, que nosso lugar é onde quisermos. Um dia depois da aprovação do PL Marielle Franco na Câmara, estamos aqui, lutando! E ainda seguimos, em solidariedade, unidas em prol de um Brasil que respeite as diferenças, uma democracia sem machismo, racismo e misoginia”, publicou a ministra
Solidariedade de Lula
De acordo com apuração da Globo News, Lula ligou para Marina Silva após ministra ser alvo de ataques misóginos no Senado. No telefonema, Lula teria digo para Marina Silva: “Me senti melhor depois que você tomou a decisão de se retirar da comissão. Você fez certo. Era isso mesmo que você deveria ter feito.”
Marina Silva sofreu ataques no Senado
Marina Silva deixou a audiência após ser atacada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). O tucano pediu a palavra para fazer uma pergunta e, em sua fala, disse que, como ministra, Marina Silva não merecia respeito.
A ministra também foi repreendida e teve o microfone silenciado pelo presidente do colegiado, Marcos Rogério (PL-RO), que chegou a afirmar que ela “deveria se pôr em seu lugar”.
A ministra estava na Comissão de Infraestrutura como convidada para tratar da criação de quatro unidades de conservação marítimas no Amapá. Durante a audiência, foram tratados em discursos temas como exploração de petróleo na Foz do Amazonas, Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental e a extensão da BR-319.