O presidente Lula assinou reajuste no valor do Bolsa Família. O benefício mínimo, que hoje é de R$ 600, passa para R$ 691. Um reajuste de 15% para garantir o poder de compra das famílias que mais precisam.
De acordo com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, “esse é um programa que mudou a vida de milhões de brasileiros. Mais de 25 milhões de pessoas já ascenderam na escala social e mais de 80% das novas vagas de emprego estão sendo ocupadas por beneficiários do Bolsa Família”, frisa Moretti.
“É renda para colocar comida na mesa. É dinheiro circulando na economia. É mais dignidade para as famílias brasileiras”, pontua o ministro Moreti.
Quem tem direito ao benefício
Para receber o Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. É necessário que o Cadastro Único (CadÚnico) esteja atualizado para todos os integrantes do núcleo familiar, além do cumprimento das condicionalidades de saúde e educação.
Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o benefício. No ano passado, quando foi apresentada a proposta orçamentária para 2026, a previsão era atender aproximadamente 19,2 milhões de famílias em situação de pobreza.
Benefícios adicionais
Além do valor mínimo, o Bolsa Família possui parcelas complementares que podem ser acumuladas conforme a composição familiar. Atualmente, os adicionais são:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 por gestante;
R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos;
R$ 50 por bebê de até 6 meses.
O governo ainda não divulgou os novos valores dessas parcelas adicionais após o reajuste.
Principal programa social do governo Lula
O Bolsa Família foi relançado em março de 2023 como uma das principais políticas sociais do terceiro mandato de Lula. O modelo adotado considera o tamanho das famílias no cálculo dos pagamentos, com o objetivo de direcionar mais recursos aos núcleos familiares maiores.
A reformulação também manteve o benefício mínimo de R$ 600, promessa feita por Lula durante a campanha presidencial.
A legislação do programa permite que os valores sejam corrigidos em um intervalo de até dois anos. Na interpretação do governo, a regra autoriza a atualização dos benefícios, mas não estabelece que ela seja obrigatória.
O reajuste terá custo estimado de R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos em 2026. Em 2027, o impacto adicional nas despesas será de R$ 22 bilhões, segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Com a elevação, a previsão de gastos com o Bolsa Família no Orçamento de 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para aproximadamente R$ 179 bilhõ