Lula defende investigação sobre crimes de Vorcaro “doa a quem doer”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quinta-feira (3) uma investigação sem blindagem no caso Banco Master e afirmou que a apuração deve proteger milhões de pessoas e recursos de Estados e municípios. Em vídeo, ele pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) garantam a integridade do […]

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quinta-feira (3) uma investigação sem blindagem no caso Banco Master e afirmou que a apuração deve proteger milhões de pessoas e recursos de Estados e municípios. Em vídeo, ele pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) garantam a integridade do processo.

“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos Estados e municípios”, declarou Lula. A afirmação expressa a avaliação do presidente sobre o caso, cujas responsabilidades ainda dependem das investigações.

Lula também mencionou suspeitas sobre políticos e agentes públicos. “Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, disse.

Investigação sem blindagem

A manifestação ocorreu após o ministro André Mendonça divulgar, na terça-feira (1º), um relatório da Polícia Federal (PF) produzido a pedido dele. O documento atribui possíveis condutas ao ministro Alexandre de Moraes e a outras autoridades em contatos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e pessoas próximas a ele.

As menções no relatório não representam condenação nem comprovam responsabilidade. Elas integram uma disputa que exige apuração formal, acesso às provas e direito de defesa dos citados.

Nesta quinta, Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido para investigar Mendonça. A sucessão de iniciativas levou o conflito para dentro do Supremo, enquanto permanecem abertas as questões sobre o destino dos recursos e a eventual participação de agentes públicos.

“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”, afirmou Lula. O presidente cobrou de Fachin e da PGR a condução de um processo capaz de preservar a confiança nas investigações.

Reformas institucionais

Lula defendeu ainda mudanças nos sistemas político e judiciário. “Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas”, declarou.

A cobrança retira o foco da disputa entre gabinetes e o recoloca sobre os recursos de cidadãos e entes públicos mencionados pelo presidente. O teste agora será a capacidade das instituições de apurar as suspeitas sem proteção a autoridades ou interesses privados e de responsabilizar os envolvidos, caso as irregularidades sejam comprovadas.