Mobilização denuncia os ataques do bolsonarismo contra a Educação e defende a reeleição de Lula
Milhares de estudantes participaram nesta quarta-feira (7) de um ato no Centro do Rio de Janeiro. A mobilização foi anunciada como uma manifestação pacífica em defesa da democracia, dos direitos estudantis, da educação e da igualdade, e contra o avanço da extrema direita.
O ato, chamado de “Juventude na Rua pela Democracia”, teve concentração na Candelária e caminhada até a Cinelândia. O ato começou às 12h e foi convocado por estudantes do Colégio Pedro II, pelas entidades estudantis, como a UNE, UEE-RJ, UBES, além dos Diretórios Acadêmicos da UFRJ, UFF e Cefet-RJ e contou com apoio de partidos progressistas e movimentos sociais.
Protesto estudantil na Candelária, Rio de Janeiro. Tá todo mundo revoltadoooooo! Contra Douglas Ruas, contra Flavio Bolsonaro! 🗣️🗣️🗣️
Gravado por @ lemotta (insta) https://t.co/lrLf2csGsV— cisne rosa (@raybachi) October 7, 2026
Allysson Souza, diretor de Comunicação da UEE-RJ, a mobilização estudantil não deve se limitar ao período eleitoral. Ele defende que os estudantes permaneçam nas ruas depois das eleições, independentemente do resultado, para se opor ao avanço do fascismo e proteger direitos.
“Os atos agora tem um viés de conscientização sobre o voto e, após a eleição, nós precisamos continuar nas ruas barrando o avanço do fascismo no nosso país”, afirmou Souza, em entrevista ao portal Brasil de Fato.
O estudante relacionou a presença dos estudantes nas manifestações a diferentes momentos da história política brasileira. “Sempre que algum direito do estudante é ameaçado, nós somos os primeiros a ocupar a rua para conquistar o que é nosso”, disse.
Da mesma forma, em publicação nas redes sociais, o Coletivo Fanfarra da UFF também convocou estudantes de universidades públicas a participar do ato. O grupo afirmou reconhecer o resultado eleitoral de domingo e defendeu a união para combater a ascensão da extrema direita.
“Na quarta-feira haverá uma mobilização pacífica a favor da democracia, dos nossos direitos, da educação e igualdade”, diz a publicação, que convida estudantes a se encontrarem ao meio-dia na Candelária e seguirem até a Cinelândia.
A linha central da convocação enfatiza que a ocupação das ruas pela população e pelos estudantes deve ter continuidade para além da votação. Na avaliação dos organizadores do evento, a presença constante nas ruas consolida-se como o principal instrumento de defesa dos direitos sociais e de manutenção da pressão política sobre os governantes, mesmo após o encerramento do período eleitoral.
A professora de Língua Portuguesa e Literatura do Colégio Pedro II, Nathalia Rocha participou do ato e afirmou que a mobilização representa a defesa de um modelo de sociedade baseado na inclusão e no respeito à vida.
“A gente está defendendo um projeto de sociedade que luta contra esses mundos de morte, injustiça e alienação. A gente está defendendo uma educação que cria espaço e respeita todas as vidas. É isso que está em jogo aqui”, declarou em entrevista ao portal A Tribuna