Cíntia propõe desonerar microempresas com o fim da escala 6×1

Candidata ao Senado diz que sistema de encargos deve considerar o tamanho das empresas e critica tratamento semelhante entre pequenos e grandes empregadores A candidata ao Senado Cíntia Dias (PSOL) defendeu a criação de uma política de desoneração gradual da folha de pagamento para pequenos e médios empregadores, nesta terça-feira (22), durante sabatina do portal […]

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Candidata ao Senado diz que sistema de encargos deve considerar o tamanho das empresas e critica tratamento semelhante entre pequenos e grandes empregadores

A candidata ao Senado Cíntia Dias (PSOL) defendeu a criação de uma política de desoneração gradual da folha de pagamento para pequenos e médios empregadores, nesta terça-feira (22), durante sabatina do portal Mais Goiás.

Segundo a candidata, a medida é estudada por sua equipe jurídica e econômica para que seja feito um projeto de lei para reduzir o peso dos encargos para empresas de menor porte e contribuir para a manutenção e geração de empregos. “Quero discutir a desoneração, gradativa, dos impostos na CLT para pequenos e médios empregadores. É inadmissível que quem tenha cinco trabalhadores pague a mesma coisa que o empresário que tem 2 mil empregados”, afirmou a candidata.

A proposta faz parte do discurso de Cíntia de defesa dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, complementa o fim da escala 6×1 que tramita no Senado, onde está travado desde o início do processo eleitoral e deve ser destravado somente após às eleições gerais. O fim da escala 6×1 e a implementação da escala 5×2 surgiu por meio do seu partido, o PSOL, e é uma das principais bandeiras da candidata a senadora.

Para destravar, a candidata argumenta que a eleição de representantes alinhados ao Governo Federal pode ampliar as condições políticas para a discussão da proposta no Congresso, para defender os trabalhadores, para manter os postos de trabalho abertos e garantir momentos de lazer.

Críticas ao STF

Cíntia também fez críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em relação a questões que estão travadas, como a pejotização do trabalho. Segundo ela, nenhum magistrado defende o trabalhador e trabalhadora e estão, quase todos, envolvidos em escândalos como o Caso Master.

Dias defendeu a investigação de qualquer um dos ministros, deve ser investigado, mas deve ter garantido o seu direito à ampla defesa. “Se precisar votar impeachment, vou votar. Não me interessa qual é a bandeira desse ministro, porque o Judiciário deve ter atuação técnica e não apenas política”, disse a candidata.