Associação denuncia contaminação no Córrego Sussuapara em Bela Vista

A Associação SOS Rio Piracanjuba e o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental (IDESA) protocolaram uma denúncia no Ministério Público de Goiás (MPGO) contra a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bela Vista de Goiás. Segundo as entidades, a ETE estaria lançando efluentes irregulares no Córrego Sussuapara, um importante afluente do Rio Piracanjuba, utilizado […]

3 min de leitura

Imagem destacada do post: Associação denuncia contaminação no Córrego Sussuapara em Bela Vista

A Associação SOS Rio Piracanjuba e o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental (IDESA) protocolaram uma denúncia no Ministério Público de Goiás (MPGO) contra a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bela Vista de Goiás.

Segundo as entidades, a ETE estaria lançando efluentes irregulares no Córrego Sussuapara, um importante afluente do Rio Piracanjuba, utilizado para abastecimento humano, irrigação e dessedentação de animais.

São muitas as evidências apresentadas, produto de coletas de água em diferentes pontos do córrego e do rio, com análises laboratoriais em andamento pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Também foram feitas medições de campo de parâmetros como temperatura, turbidez e oxigênio dissolvido, seguindo critérios da Resolução CONAMA 357/2005, que estabelece padrões de qualidade para águas de Classe 2.

Relatos de moradores e registros fotográficos que apontam:

  1. Formação de espuma espessa e persistente;
  2. Mau cheiro na água;
  3. Turbidez acentuada;
  4. Presença de resíduos flutuantes;
  5. Mortandade de peixes de espécies nativas e exóticas, como Guacari, Jundiá, Lambari-do-rabo-amarelo e Tilápia-do-nilo;
  6. Presença de organismos bioindicadores de ambientes degradados (Chironomus sp. e Biomphalaria sp.).

Situação atual

Os laudos laboratoriais oficiais ainda não foram divulgados. A expectativa é que os primeiros resultados da UFG sejam apresentados em até 30 dias.

Enquanto isso, a denúncia pede ao MPGO:

Fiscalização imediata da ETE;

Realização de perícia independente;

Adequação do sistema de tratamento às normas ambientais;

Interrupção de lançamentos irregulares até que as irregularidades sejam sanadas.

O caso chama atenção pela gravidade ambiental, já que o Rio Piracanjuba é estratégico para a região e vem sofrendo forte pressão devido a usos múltiplos e à degradação de seus afluentes.