Às vésperas das eleições, FARC anunciam novo cessar-fogo e não são acompanhadas pelo ELN

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farcAssim como no primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) anunciaram um cessar-fogo unilateral de três semanas para garantir a realização do pleito de 15 de junho. A segunda maior guerrilha do país, o ELN (Exército de Libertação Nacional), no entanto, afirmou neste domingo (08/05) que não vai interromper suas ações, mas garantiu que suas atividades “não vão afetar nem interromper o processo eleitoral”.

“Nossas unidades estão informadas sobre a suspensão das ações ofensivas contra as forças inimigas e a infraestrutura estatal a partir da zero hora de segunda-feira, dia 9 de junho, e até às 24h do dia 30 de junho de 2014”, disse o líder das FARC, Timoleón Jiménez.

Em carta dirigida ao candidato da oposição, apadrinhado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, Oscar Iván Zuluaga, a insurgência ressalta a importância dos diálogos de paz que estão sendo realizados em Havana com o governo colombiano. “Colômbia, por obra da paz, pode ser um país extraordinário. Vale a pena considerá-lo”, diz o texto.

Ontem, governo e guerrilha anunciaram um novo acordo que permitirá à vítimas do conflito armado, que já dura mais de meio século, participar das reuniões em Havana. O fato foi elogiado por diversos setores do país e classificado como um passo “histórico e decisivo para o futuro” pelo presidente e candidato à reeleição, Juan Manuel Santos.

Desde outubro de 2012, as FARC vêm negociando um acordo com o governo. Santos fez da defesa dos diálogos de Havana o baluarte de sua campanha presidencial e recebeu, por isso, apoio de setores de esquerda do país e até mesmo da guerrilha que o considera “o mau menor” diante da possibilidade de vitória de seu opositor que reflete a política de Uribe de extermínio da guerrilha e o fim dos diálogos.

Zuluaga, vencedor do primeiro turno, passou a campanha criticando as negociações de paz, mas voltou atrás de suas declarações, afirmando que manteria o diálogo com a insurgência com diversas condições que a guerrilha já rejeitou.

Os candidatos estão empatados nas pesquisas. Segundo o instituto Gallup Colombia, o candidato opositor tem 48,5% da preferência do eleitorado, contra 47,7% para o presidente. Já o instituto Datexco prevê a vitória de Santos com 41,9% dos votos, contra 37,7% para Zuluaga, e 5,8% de indecisos.

Notícia postada em  

  • 9 de junho de 2014
  • Da Redação