Veja o que já se sabe e o que é dúvida na série de assassinatos em Goiânia

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vitimasOs assassinatos de 15 mulheres ocorridos neste ano em Goiânia está assustando a população e desafiando a Polícia Civil, que criou uma força-tarefa para investigar os crimes. Embora não descartem a hipótese de haver um “serial killer” na cidade, os investigadores também apuram se o crime foi cometido por mais de um assassino.

Veja abaixo o que já se sabe e o que é dúvida na série de assassinatos em Goiânia:

Quantos casos são investigados pela força-tarefa da Polícia Civil?
Atualmente, são investigados 17 casos.

Esses casos incluem apenas a morte de mulheres?
Não. Além dos assassinatos de 15 mulheres e uma tentativa de homicídio contra uma garota, a Polícia Civil investiga ainda a morte de um homem. O fotógrafo Mauro Ferreira Nunes, de 51 anos, foi morto no dia 28 de março, em uma loja de fotografias da Vila Canaã, em Goiânia. Segundo o boletim de ocorrência, um homem em uma motocicleta preta pediu o celular da vítima e, quando o fotógrafo respondeu que não tinha, foi baleado com um tiro no peito.

Um serial killer é o responsável por todos os crimes?
A Polícia Civil afirma que não crê na possibilidade de que um assassino em série esteja agindo em Goiânia, porque as características físicas dos suspeitos e as motocicletas usadas apontam para autores diferentes em cada caso. Entretanto, a polícia também não descarta a hipótese da ação de um serial killer.

Quais as idades das vítimas?
Entre 13 e 29 anos.

O perfil das vítimas é o mesmo?
Segundo a Polícia Civil, as vítimas são todas jovens, mas apresentam características variadas em relação à idade, cor da pele e classe social, por exemplo.

Quantos casos foram solucionados?
Ainda não há nenhum caso solucionado.

Quantos casos já foram descartados?
O caso de tentativa de homicídio contra uma mulher foi descartado pela força-tarefa no último dia 8. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, as investigações apontaram que, na verdade, o crime não ocorreu e tratou-se de uma falsa denúncia.

A polícia sabe o que motivou os crimes?
Não. Existem várias linhas de investigação. Segundo o delegado Murilo Polati, titular da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), as investigações indicam alguns crimes passionais e outras apontam envolvimento das vítimas com consumo e tráfico de drogas. Entretanto, a polícia não dá detalhes sobre o que já foi apurado.

As descrições físicas de todos os suspeitos são iguais? Quais são as descrições apresentadas pelas testemunhas?

Em geral, as testemunhas caracterizam os suspeitos como homens altos, magros e claros. Porém, há divergências em alguns relatos.

Em quais bairros se concentraram as mortes?
Os crimes ocorreram em bairros diferentes da capital, principalmente das regiões oeste e sul. Dois homicídios contra mulheres foram registrados no Bairro Goiá e outros dois no Setor Jardim América, onde também foi registrada a tentativa de homicídio contra uma garota. Os demais assassinatos das jovens aconteceram nos setores Lorena Park, Nova Suíça, Cidade Jardim, Bela Vista, Bueno, Sudoeste, São José, Central, Jardim Curitiba 4, Funcionários, Conjunto Morada Nova (veja mapa). Já o assassinato contra o fotógrafo aconteceu na Vila Canaã.

Quantas pessoas foram presas?
Um suspeito de envolvimento na morte de duas dessas mulheres foi detido, conforme anúncio feito no último dia 8 pela polícia. Superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Deusny Aparecido não revelou quais os casos em que o homem detido teria agido nem a sua identidade, mas afirmou se tratar de um jovem que já havia cumprido pena em Goiânia por outros crimes.

Outro homem de 27 anos foi preso pela Polícia Militar, no dia 9 deste mês, em São Luís de Montes Belos, a 120 km da capital. Segundo a Polícia Civil, ele roubou uma panificadora próxima ao ponto de ônibus onde a vítima mais recente, a estudante Ana Lídia Gomes, 14, foi morta, em Goiânia, no último dia 2. Segundo Aparecido, o assalto foi praticado um dia antes do homicídio. Porém, a polícia afirma que ainda não é possível confirmar ou descartar o envolvimento do suspeito com os crimes investigados pela força-tarefa.

Os modelos e cores das motocicletas usadas para cometer os assassinatos são os mesmos?
Segundo a Polícia Civil, as motocicletas usadas nos crimes têm marcas e cilindradas diferentes. Além disso, há casos em que o suspeito usava uma motocicleta vermelha, em outros a cor do veículo era preta e em alguns casos não foi possível verificar a cor.

Em todos os casos de homicídio de mulheres o suspeito anunciou assalto?

Em cinco dos 15 casos o suspeito anunciou assalto, mas não levou nenhum pertence das vítimas. Em todos os demais casos, os tiros foram efetuados sem que o autor dissesse nada, segundo testemunhas.

As vítimas reagiram às ações dos suspeitos?
A polícia diz que na maioria dos casos as vítimas reagiram à abordagem de forma assustada, mas em nenhum caso houve embate com o assassino.

O calibre das armas utilizadas nos crimes são os mesmos? Quais são?
Até o momento nenhuma arma foi apreendida, mas os exames de balísitica dos projéteis encontrados nos corpos das vítimas e nas cenas dos crimes já estão sendo realizados. Os resultados entre cada crime são comparados, mas a polícia não informa se há compatibilidade entre eles ou não.

Há mandados de prisão em aberto? Quantos?
Sim. Porém, a corporação não informa quantos nem com quais casos estão relacionados.

Ainda falta a conclusão de laudos periciais? Quantos e de quais casos?
Sim. Porém, a corporação não informa quantos nem com quais casos estão relacionados.

G1