Usar colcha de pelo de animal reduz asma em crianças, afirma estudo

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Bebês que dormiram sobre pelo de animais nos primeiros três meses de vida tiveram risco reduzido de asma e alergia;

bebeA polêmica entre assepsia extrema ou deixar que os filhoes criem os anticorpos ganhou mais um capítulo esta semana. Estudo realizado na Alemanha aponta que bebês que nos primeiros três meses de vida dormem sobre colchas ou travesseiros de pelos de animal estão mais protegidos contra asma e alergia.

Os autores da pesquisa afirmam que a exposição ao ambiente microbiano contido nos pelos de animal poderia ter um efeito protetor contra asma e alergias. Para chegar a essa conclusão, eles analisaram 2.441 crianças recrutadas em 1998. Dez anos depois, eles coletaram informações sobre a saúde das crianças.

Os resultados mostraram que a chance de ter asma aos seis anos era 79% menor em crianças que tinham dormido sobre pelo de animal após o nascimento em comparação com aqueles que não foram expostos. Aos dez anos, o risco diminuiu 41%.

“Estudos anteriores sugerem que micróbios encontrados em áreas rurais poderiam proteger crianças de asma. A pele de animal também pode ser um reservatório de vários tipos de micróbios, seguindo mecanismos similares, como tem sido observado em ambientes rurais”, explicou Christina Tischer, do centro de pesquisa Helmholtz Zentrum, em Munique, e uma das autoras do estudo apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Respiração, esta semana.

O estudo alemão reforça a tese já descrita em pesquisas anteriores que já indicavam que a exposição a ambientes microbianos serve como um protetor contra alergias. Estes estudos apoiam a chamada “hipótese de higiene” que afirma que a vida contemporânea hiperasséptica enfraquece as defesas ao não expor o organismo a bactérias suficientes para construir um sistema imunológico adequado.

Mesmo com os resultados do estudo alemão, a autora afirma que é preciso cautela e mais estudos até que haja um veredito quanto ao uso das colchas como forma de replicar o ambiente rural. “Os resultados do estudo confirmam que é fundamental estudar ainda mais o ambiente microbiano real dentro do pelo de animal para confirmar estas associações”, disse Christina.

IG

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