Uma mulher é estuprada a cada três horas no Brasil

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Número contabiliza apenas os casos que são denunciados pelo telefone 180

A cada três horas, uma mulher é estuprada no Brasil. No total, são oito vítimas de violência sexual por dia. Esses dados representam apenas os casos que são denunciados pelo telefone 180, do Governo Federal. Muitas pessoas acabam não denunciando por vergonha ou medo do agressor.

O Superior Tribunal de Justiça reforçou que o testemunho funciona na Justiça. Todo processo de violência sexual corre em segredo e, como em grande parte dos casos o estupro é um crime sem testemunho, é a palavra da vítima que serve como prova.

Dossiê: cronômetro da violência contra as mulheres no Brasil

Embora o número divulgado pelo Governo Federal mostre uma situação alarmante, a violência contra as mulheres no Brasil é ainda pior se a análise levar em conta os dados dos crimes que não são denunciados pelas vítimas.

A Agência Patrícia Galvão publicou um dossiê digital que reúne informações e análises disponibilizadas em um banco de dados público. De acordo com o estudo, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no país.

Veja abaixo o “Cronômetro da violência no Brasil” que destaca, entre diversos temas, números sobre agressões, estupros, assassinatos e feminicídio:

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Veja como denunciar a violência contra a mulher

No Brasil há um número específico para receber esse tipo de denúncia, 180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano e a ligação é gratuita. Há atendentes capacitados em questões de gênero, políticas públicas para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres.

O Conselho Nacional de Justiça do Brasil recomenda ainda que as mulheres que sofram algum tipo de violência procurem uma delegacia, de preferência as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher. Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e nos centros de referência de atendimento a mulheres.

Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.

CL