Aparecida de Goiânia, domingo, 11 de abril de 2021

UEG pesquisa a importância de mamíferos para o meio ambiente em Goiás

Redação
2 de março de 2021

A perda de vegetação nativa influencia negativamente na biodiversidade, podendo contribuir para o processo de extinção de diversos animais. É o que foi demonstrado até agora numa pesquisa realizada por alunos de mestrado e de iniciação científica da Universidade Estadual de Goiás e do IF Goiano iniciada em 2020 na Unidade de Conservação Refúgio da Vida Silvestre Serra da Fortaleza, em Quirinópolis, sob a orientação do professor Wellington Hannibal.

Segundo o orientador, em 2020 a Universidade Estadual de Goiás realizou quatro campanhas no local, onde foram registradas 25 espécies de mamíferos, com destaque para os ameaçados de extinção, como a anta, o tatu canastra, a onça parda, entre outras.

“A UEG tem uma parceria com a Prefeitura de Quirinópolis e nessa parceria a gente pretende desenvolver o Plano de Manejo da Unidade de Conservação. Nesse plano de manejo haverá incursões a campo periodicamente durante alguns anos”, destaca Wellington.

Atualmente quatro alunos de mestrado orientados pelo professor Wellington Hannibal desenvolvem pesquisas na Unidade de Conservação. Ana Claudia Bernardes Dias está pesquisando a diversidade funcional e filogenética de pequenos mamíferos; Hermes Willyan Parreira Claro está avaliando a estrutura de guildas alimentares em uma comunidade de pequenos mamíferos não-voadores no sul de Goiás; Patrícia Rezende Bernardes desenvolve a pesquisa "Carnívoros da Unidade de Conservação Refúgio da Vida Silvestre Serra da Fortaleza: distribuição, densidade e conservação"; A pesquisa "Ectoparasitos de pequenos mamíferos da Unidade de Conservação Refúgio da Vida Silvestre Serra da Fortaleza" é realizada pela aluna Thaynara L. Linhares; já Lethicia Beatriz Carvalho Ferreira, aluna de Iniciação científica do Câmpus Sudoeste da UEG, está desenvolvendo o projeto “Frugivoria e dispersão de sementes pela anta brasileira Tapirus terrestris em uma unidade de conservação no sul de Goiás, Brasil”. 

Resultados

As pesquisas que estão em andamento pretendem alcançar resultados que contribuam para a preservação da biodiversidade na Unidade de Conservação. “Com certeza, no futuro, com esforço direcionado em campo na UC, teremos resultados sobre qual a importância desses animais para o equilíbrio do ecossistema, pois muitas dessas espécies são dispersoras de sementes, predadoras e polinizadoras (algumas espécies de morcegos e marsupiais)”, salienta Wellington.

Outra proposta dos estudos, explica o professor, é entender como essa biodiversidade de mamíferos é afetada pela paisagem fragmentada e, principalmente, se o efeito dessa fragmentação é menor quando se tem uma grande mancha na paisagem, como na UC. “A gente quer entender quais as respostas que os mamíferos vão nos dar sobre o processo de perda de habitat no sul de Goiás”, reforça.

Os pesquisadores pretendem desenvolver os estudos pelos próximos cinco anos. A intenção, além de contribuir com o plano de manejo da Unidade de Conservação, é também entender como uma unidade de conservação pode contribuir para a proteção da biodiversidade e manutenção dos serviços ecossistêmicos em uma paisagem altamente fragmentada. “O plano de manejo é essencial para o entendimento da unidade de conservação com relação a sua biodiversidade, serviços ecossistêmicos prestados e os possíveis impactos que essa área possa estar sofrendo ou vir a sofrer. O plano de manejo seria como fazer um diagnóstico detalhado sobre a unidade de conservação”, reforça.

Unidade de Conservação

Unidade de Conservação Refúgio da Vida Silvestre Serra da Fortaleza é a maior área de vegetação nativa do sul de Goiás. Ela possui aproximadamente 500 hectares, mas está inserida numa mancha contínua maior, que se aproxima a 1.000 hectares, com um mosaico de vegetação com floresta de galeria, floresta estacional e veredas.

Segundo o professor Wellington, a Unidade de Conservação está inserida numa paisagem altamente fragmentada, com apenas 13% de cobertura nativa do Cerrado e abriga algumas espécies ameaçadas de extinção, como o tatu canastra, anta, onça parda, entre outros mamíferos.

O professor explica que a Universidade começou os estudos na Unidade de Conservação (UC) em 2015, quando a Prefeitura de Quirinópolis fez um convênio com o Câmpus Sudoeste, e alguns professores realizaram um levantamento ecológico rápido sobre a biodiversidade para contribuir com o plano de criação da UC.

(Dirceu Pinheiro | Comunicação Setorial | UEG)

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