Turista da Copa é jovem, tem renda alta e deseja voltar

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O estudo do Ministério do Turismo realizado com mais de 17 mil pessoas mostra que a Copa do Mundo beneficiou mais que as 12 cidades-sede. Entre estrangeiros e brasileiros, o levantamento revela o grau de satisfação com a infraestrutura, serviços turísticos e preços no Brasil. A pesquisa mede ainda a intenção de retorno dos estrangeiros, a idade dos torcedores, a renda média e os gastos dos viajantes.

“A associação de três características do público estrangeiro: jovialidade (25% tem entre 25 e 31 anos), alto poder aquisitivo (renda média de US$ 4.760) e elevado índice de desejo do estrangeiro de voltar ao Brasil (95%) abre uma excelente oportunidade para o turismo no país”, disse o ministro do Turismo, Vinícius Lages. “A maioria dos estrangeiros (61%) esteve no Brasil pela primeira vez do mundial. Este dado merece destaque e corrobora com a importância dos megaeventos para o País”, completou Lages.

O índice de infraestrutura que teve a melhor avaliação pelos estrangeiros foi a segurança pública (91,9%), seguida dos táxis (90,4%) e do transporte público (90%). No quesito serviços, os maiores destaques positivos foram a hospitalidade (97,4%), diversão noturna (93,4%) e a gastronomia (93,2%).

A pesquisa com estrangeiros, feita pela FIPE, se baseou 10.513 entrevistas realizadas em 12 aeroportos e 10 fronteiras terrestres. Já o estudo com brasileiros, realizado pela FGV, teve como base dados de 6.555 brasileiros nas cidades-sede e arredores.

Turista brasileiro

Outro levantamento, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, identificou o perfil do turista brasileiro em viagem pelo País que movimentou o mercado interno durante a Copa do Mundo.

As entrevistas com mais de 6 mil brasileiros nas proximidades dos estádios, aeroportos e atrativos turísticos, além de rodoviárias e Fanfest, revelou que uma das características marcantes desse público foi o fato de que cerca de 30% dos viajantes nacionais, o que equivale 904.005 pessoas, se deslocaram de mochila nas costas, sem pernoitar nos destinos turísticos.

Os excursionistas, como são chamados os viajantes que voltam no mesmo dia para casa, em geral moradores de cidades próximas às sedes, optaram por assistir aos jogos ou participar de eventos relacionados sem ter de se hospedar no destino.

O maior grupo foi de paulistas, com 858.825 viajantes, sendo 544.268 de turistas, e outros 314.557 de excursionistas. O segundo estado que mais emitiu representantes foi o Rio de Janeiro, com 260.527. Na sequência, vieram os baianos, com 220.021; os mineiros, com 204.425; os paranaenses, com 165.694; os pernambucanos, 160.324; os paraibanos, 142.949; os goianos, 123.928; os catarinenses 123.851; e os gaúchos, 113.208.

De acordo com o estudo, o turista brasileiro da Copa é homem (76,2%) e jovem: os dois grupos mais representativos tem entre 25 a 34 anos (40,3%) e 35 a 44 anos (26,2%). O grau de instrução também é elevado: a maioria tem ensino superior completo (55,3%) ou especialização (17,1%). A renda familiar também é alta. Os dois maiores grupos ganham entre R$ 3.621 e R$ 7.240 (28,6%) e R$ 7.241 a R$ 10.000 (16,8%).

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