Trio é preso suspeito de roubar senha de usuários de site para fazer compras

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Segundo delegado, eles recebiam produtos que compravam na própria casa.

A Polícia Civil apresentou, nesta sexta-feira (13), três homens suspeitos de roubar senhas de usuários de um site de compras na internet, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo a polícia, cerca de 200 vítimas já foram identificadas.

Os três foram presos na quinta-feira (12), no prédio em que moram, no Setor Cidade Satélite São Luiz, em Aparecida de Goiânia. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Álvaro Melo, na maioria das vezes os homens conseguiam a senha usando um vírus enviado por email.

“A vítima, ao clicar no link do e-mail, tinha os dados pessoais, muitas vezes usados para ter acesso ao site Mercado Livre, roubados. A partir daí, faziam as compras, mudando apenas o endereço do destinatário”, disse o delegado.

Segundo Melo, o trio recebia todas as compras no apartamento em que moravam. “Tivemos acesso ao registro de correspondências do condomínio, que tem pelo menos 200 entregas, de nomes diferentes, assinadas pelos suspeitos”, afirma.

Na casa dos suspeitos a polícia apreendeu vários objetos, entre eles, três televisões de LED, computadores, roupas, bolsas, joias e bijuterias. Além dos materiais que foram comprados no site utilizando o cadastro das vítimas, a polícia apreendeu máquinas utilizadas para a clonagem de cartões de crédito.

Vítimas
A polícia chegou até o trio depois que uma vítima do interior de Minas Gerais recebeu a cobrança de uma compra que não havia sido feita por ela. De acordo com o delegado, ela conseguiu rastrear o endereço em que a compra foi entregue e, a partir daí, a investigação começou.

Segundo o delegado, além das centenas de vítimas identificadas por meio das etiquetas dos produtos apreendidos, a polícia está monitorando a entrega de correspondência do prédio. “Como as compras às vezes demoram um pouco para serem entregues, acreditamos que muitas outras vítimas serão descobertas”, contou.

Mercado Livre
Em nota ao G1, a empresa informou que “já está em contato com a polícia local para colaborar com as investigações.”  A empresa ressalta que “este caso se trata de uma invasão de conta de e-mail ou redes sociais que aconteceu fora do ambiente do MercadoLivre.”

A assessoria de imprensa disse que a empresa está “levantando todas as informações possíveis para que as autoridades tomem as medidas cabíveis.”

Conforme informações da Polícia Civil, os três suspeitos têm passagens por estelionato e associação criminosa, crimes pelos quais serão novamente indiciados, segundo o delegado.

G1