Trânsito na Avenida São Paulo está liberado

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“Acho que agora tudo vai melhorar”. Com essa frase, a operadora de caixa Geanice Dantas, moradora há 28 anos da Vila Real, um dos bairros cortados pela Avenida São Paulo, resumiu o sentimento da população da região. “Esperamos que não tenha mais os problemas que ‘tinha’ antes, especialmente nas chuvas, porque tivemos muitos transtornos”.  Teremos mais segurança de andar aqui, o trânsito vai ficar melhor. Se Deus quiser não vamos ter mais riscos de enxente ou da pista ‘cair’, porque ficou bom mesmo (o bueiro)”, avalia a moradora.

ssim como ela, dezenas de moradores que acompanharam os 120 dias de obras de construção do bueiro celular triplo no córrego Almeida também fizeram questão de assistir a liberação do trânsito na Avenida São Paulo. “Esta é uma obra definitiva. Antes as galerias eram muito estreitas, curtas e qualquer chuva em excesso poderia romper as manilhas, como aconteceu. Agora fizemos uma estrutura que comporta realmente toda a água que escoa por aqui. A rede de captação foi totalmente reforçada e não teremos mais problemas neste local”, garantiu o prefeito Maguito Vilela.

Segundo o prefeito, o trabalho na região ainda incluirá um mutirão para reflorestar as margens do Córrego Almeida e laterais do bueiro, o que também favorecerá a contenção da água no local. “Vamos fazer isso assim que as primeiras chuvas começarem, provavelmente em outubro. Vamos gramar e reflorestar as imediações da obra e margens do córrego, numa ação conjunta de todas as secretarias”, afirmou o prefeito.

O bueiro celular triplo possui 35 metros de comprimento e 9,8 metros de largura. O investimento total foi de R$ 1,6 milhão, recurso do Tesouro Municipal retirado da contrapartida prevista pelo convênio com o Banco de Desenvolvimento da América Latina. As obras foram iniciadas em abril, depois que as chuvas do final de 2013 destruíram o antigo bueiro e comprometeram a segurança de condutores e pedestres. “Foram 120 dias de obras aceleradas depois de um cálculo minuncioso de vasão máxima para o local”, destacou o secretário de Infraestrutura Mário Vilela.

Segundo ele, o trecho onde o bueiro rompeu recebe a vasão de muitos bairros. “Desde o Buriti Shopping, de toda a Vila Brasília, Vila Alzira e dos bairros adjacentes. Portanto, são grandes quantidades de água que descem aqui e tivemos o cuidado de calcular tudo isso. O bueiro suportará seguramente todo esse volume”, garantiu o secretário de Infraestrutura, Mário Vilela. Segundo ele, as obras complementares de contenção devem terminar dentro de 10 a 15 dias. Outra medida que favorecerá o fluxo de água no local é a conclusão das galerias dos bairros da região que ainda não contam com a estrutura.

A abertura do trânsito na Avenida São Paulo contou com as presenças de moradores da região, vereadores e secretários da administração municipal, além de empresários da região, como o diretor da Compleite, Welton Gonçalves Toledo, que falou em nome dos demais. “Apesar do transtorno da interdição da pista, a obra foi realizada dentro do prazo prometido e nos dando a certeza de que os problemas não se repetirão”, afirmou Welton.

HISTÓRICO – No final de dezembro de 2013, parte da pista da Avenida São Paulo sobre o Córrego Almeida cedeu e uma das pistas precisou ser interditada pela prefeitura. Neste período, técnicos da Seinfra trabalharam na elaboração de dois projetos básicos para execução de obras no local. Um deles previa a construção de uma ponte no local ao custo de R$ 4,5 milhões e o outro, a construção do bueiro, que foi o executado. “O bueiro triplo celular cumpre o papel e a um custo três vezes menor”, jsutificou o prefeito à ​época da assinatura da ordem de serviço. A obra surgiu de uma emergência e a prefeitura precisou concentrar recursos financeiros e humanos para resolver o problema em tempo hábil e normalizar o trânsito na via.

As obras de reconstrução do bueiro celular foram iniciadas em abril deste ano e a previsão inicial era de que fosse feita em etapas, reconstruindo a parte do bueiro na via que havia sido interditada e então passando para a outra pista. Mas, com a intensidade das chuvas, a Secretaria de Infraestrutura decidiu interditar totalmente o trecho, que corresponde a cerca de 200 metros da via. Transformando o local em um canteiro de obras. Desde então, a população utilizou um desvio de aproximadamente 4 quilômetros.

SecomAp