Testemunha diz que viu garota entrar no carro do namorado antes de sumir

desaparecidaUma testemunha afirmou durante audiência no Fórum de Catalão, no sudeste de Goiás, que viu a garota Priscila Brenda Martins da Silva entrando no carro do namorado, o comerciante Paulo Vitor Azevedo, de 21, em dezembro de 2012, quando desapareceu. Na época, a menina tinha 14 anos e após isso, nunca mais foi vista. O jovem e o amigo Claudomiro Marinho Júnior, de 26 anos, respondem pelo assassinato da menina, mesmo sem o corpo dela ter sido encontrado.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi a primeira a depor na sessão que  ocorreu segunda-feira (30). Paulo Vitor, que está detido no Presídio de Catalão, chegou algemado e escoltado por agentes. Já Claudomiro, apontado como coautor do crime, ganhou o direito de responder ao processo em liberdade e chegou acompanhado do advogado de defesa.

Os dois acusados do crime também prestaram depoimento e novamente alegaram inocência. Segundo as defesas, nenhum dos dois possui envolvimento com o desparecimento da adolescente.

“Ele [Claudomiro] não esteve com a Priscila, e nem ela foi vista com ele em momento posterior”, disse o advogado de Claudomiro, Sebastião Júnior. A defensora do então namorado da menor reafirma que seu cliente também não cometeu o crime. “Desde o início do inquérito, não tem provas nenhuma que leva ao Paulo Vitor como autor do desaparecimento”, disse Aremita Aparecida da Costa.

A audiência de instrução também foi acompanhada pelos pais da adolescente, que cobram justiça. “Que eles sejam processados e paguem pelos erros que eles fizeram”, disse o pai de Priscila Brenda, Luciano Martins da Silva.

Embora os acusados aleguem inocência, Luciene Pereira da Silva, mãe da garota, acredita que o namorado da filha tenha realmente cometido o crime. “Quero ver eles atrás das grades, porque nós temos certeza que foram eles. Tudo cai em cima deles, não tem como ser outra pessoa. E eu quero que eles paguem por isso”, disse.

Depois que a audiência terminou, Paulo Vitor voltou para o presídio da cidade. O juiz ainda vai analisar todos os depoimentos para decidir se os dois acusados irão a júri popular. A data em que deve sair a decisão não foi divulgada.

Acusado solto
Claudomiro, amigo de Paulo Vitor, ficou 112 dias preso até ser solto e ter o direito de responder ao processo em liberdade. O pedido de liberdade provisória foi feito pela defesa e acatado pelo juiz.

Mãe do acusado, Roselena Vieira acredita que o filho não tem envolvimento com o crime. “Deus vai mostrar a verdade que ele é inocente. É um menino que nunca me deu trabalho. Se ele devesse, ele tinha que pagar. Mas um inocente, pagar por uma coisa que jamais ele fez?”, questiona.

A defesa de Paulo Vitor também analisa fazer o mesmo pedido, mas o advogado Vilmar João da Silva, que representa a família de Priscila, não acredita na soltura do suspeito. “Não acredito que ele vai ser liberado, mesmo porque a menina foi vista pela última vez no carro dele. Até agora ninguém sabe onde ela está nem temos notícia nenhuma. Só quem pode falar é ele, então não acredito que ele vai ser liberado”, pontua.

Sumiço
O desaparecimento de Priscila Brenda ainda intriga os moradores de Pires Belo. Na reconstituição do crime, em dezembro do ano passado, testemunhas disseram ter visto a adolescente entrar no carro do namorado, um Gol prata, no dia 11 de dezembro de 2012. Na ocasião, ele teria brigado com a garota após tê-la flagrado conversando com um ex-namorado.

“Duas [testemunhas] viram perfeitamente a Priscila entrando no carro. Outros viram ela se aproximar e não a viram mais. Então, deduziram que a vítima entrou no Gol”, afirmou o perito Wellington Henrique Guimarães.

O namorado da garota chegou a ter o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça em dezembro de 2013, mas não foi preso na época por estar foragido. Ele está detido desde 26 de fevereiro deste ano.

Em depoimento ao promotor Mário Caixeta, Paulo Vitor disse que esteve com Priscila Brenda, mas que ela não entrou no carro dele, nem saiu de Pires Belo em sua companhia.

G1

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