Suposto serial killer é reconhecido por testemunha de homicídio em GO

Caminhoneiro chegou a perseguir autor após morte de Ana Lídia Gomes.

analidiaUma testemunha da morte da estudante Ana Lídia Gomes, 14 anos, que prefere não ser identificada, reconheceu o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, 26, como o autor do crime. Segundo a polícia, o jovem confessou ter matado 39 pessoas em Goiânia, dentre elas a garota. O procedimento de identificação aconteceu na terça-feira (21) na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia.

Ana Lídia foi assassinada a tiros por um motociclista em um ponto de ônibus do Setor Conjunto Morada Nova, no dia 2 de agosto deste ano. Exames de balística confirmaram que os tiros que mataram a vítima foram disparados pela arma calibre 38 apreendida com Tiago.

O homem dirigia um caminhão e viu o momento exato em que a vítima foi baleada. Ele chegou a ir atrás do motociclista, no entanto, como estava acompanhado por familiares, o caminhoneiro afirma que desistiu de manter a perseguição.

Tiago participou da identificação acompanhado por duas advogadas e não quis se pronunciar sobre o procedimento. Já o homem que o identificou disse que ficou aliviado com a prisão do suspeito. “É uma sensação de alívio muito grande a gente poder ter contribuído para prender, tirar um bandido da rua”, afirmou.

Prisão
O vigilante foi preso na Avenida Castelo Branco, na terça-feira (14). Em seguida, ele foi encaminhado à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), onde prestou depoimento e, de acordo com a polícia,confessou ter matado 39 pessoas desde 2011. Entre as vítimas estão 15 dos 17 crimes investigados inicialmente por uma força-tarefa da Polícia Civil. Os outros assassinatos seriam contra homossexuais e moradores de rua.

No ano passado, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra o vigilante por furtar uma placa de uma motocicleta no estacionamento de um supermercado de Goiânia. Imagens de câmeras de segurança mostram ele cometendo o crime. Também no ano passado, ele foi preso em flagrante em uma motocicleta com placa roubada, mas foi solto. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial.

O advogado que representava Tiago deixou o caso na tarde de segunda-feira (20), após protocolar sua saída junto à Polícia Civil. De acordo com o defensor, a decisão foi motivada por “divergências nos honorários”. Três mulheres assumiram o caso. Uma delas, Leonaine Alves Camargo, afirmou na terça-feira (21) que o cliente “está sendo coagido em algumas situações”. Ainda segundo a advogada, existe a possibilidade de que os depoimentos que já foram dados por Tiago sejam invalidados, mas ela não explicou como se daria esse processo.

Vítimas
Dois dos crimes investigados pela força-tarefa não foram assumidos pelo homem: a morte de Danielly Garmus da Silva, 23 anos, e a tentativa de homicídio de Daiane Ferreira de Morais, 18. Entretanto, ele confessou outras duas mortes de mulheres que eram apurados de forma independente e, após a confissão, a polícia os incluiu na força-tarefa. São eles os homicídios de Arlete dos Anjos Carvalho, 16, e de Edimila Ferreira Borges, 18.

Outros oito homicídios confessados são de homens moradores de rua. Quinze mortes assumidas pelo homem ainda estão sendo apuradas pela polícia. Segundo o delegado Deusny Aparecido, durante o depoimento, o homem lembrou com detalhes de todos os crimes. Ele citou, por ordem cronológica, os assassinatos, mas não lembra o nome de todas as vítimas.

‘Raiva’
Segundo os delegados que interrogaram o vigilante, Tiago tinha o costume de assistir aos noticiários no dia seguinte aos seus crimes para ter certeza se a vítima tinha morrido e qual o nome da pessoa. No entanto, ele diz que sentia remorso ao ver as reportagens. “Feliz não. Era um sentimento de arrependimento”.

Em entrevista na tarde de sexta-feira (17), o vigilante afirmou que gostaria de pedir desculpas à mãe dele e às famílias das vítimas pelos crimes que cometeu. Ele não respondeu se acredita ser doente mental, mas falou em “arrependimento” e afirmou querer um tratamento médico para se livrar do que ele define como “sentimento de raiva”.

Na madrugada de segunda-feira (20), ele disse aos policiais que “está com vontade de matar”, segundo revelou o delegado Eduardo Prado. O jovem segue preso, sozinho, em uma cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc).

G1

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