Superação de desafios e evolução marcam os 52 anos de emancipação política de Aparecida

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Poucos sabem que Aparecida de Goiânia possui apenas 52 anos de existência como município. Isso porque tradicionalmente os moradores da cidade celebram a data em que foi erguida a cruz de aroeira e levantada a Igreja em devoção à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e que também se tornou padroeira da cidade, em 11 de maio de 1922.

Após 41 anos, os pioneiros rezarem a primeira missa no local que hoje conhecemos como Praça da Matriz, Aparecida conquistou a emancipação política, administrativa e financeira. Em 14 de novembro de 1963, com a Lei Estadual nº 4.927 foi criado o município de Aparecida de Goiânia. Portanto, no próximo sábado, a maior cidade em número de habitantes do Centro-Oeste, com exceção das capitais, completará exatos 52 anos.

Antes de ganhar o nome atual, o local era conhecido como Distrito de Goialândia e os administradores eram nomeados pelos prefeitos de Goiânia. Após se emancipar da Capital, Aparecida enfrentou vários problemas de ordem econômica e social, mas com criatividade e ousadia a cidade conquistou o seu espaço na economia regional. Na década de 1980, foi a cidade que mais cresceu no país em número de habitantes e o reflexo da explosão demográfica foi que na década de 1990 o município ganhou o apelido de ‘baixada fluminense’ de Goiás.

Para superar as desigualdades sociais, a cidade apostou, no início da década de 2000, na expansão dos polos industriais, que foi consolidada no final da década de e início da atual. Hoje, Aparecida possui seis polos – Polo Empresarial Goiás, Distrito Agroindustrial de Goiás (Daiag), Distrito Municipal Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Dimag), Parque Industrial vice-presidente José Alencar, Polo de Reciclagem e o Condomínio Cidade Empresarial.

A administração do prefeito Maguito Vilela (PMDB), nos últimos sete anos, investiu na política de atração de mais empresas para o município e em medidas para desburocratizar a gestão pública e facilitar a vida dos empreendedores. O resultado dessa política foi aumento de seis para mais de 30 mil empresas ativas, distribuídas nos polos e em todas as regiões da cidade.

Agora a meta da administração municipal ampliar o número de setores industriais, com prioridade para região hoje ocupada pelo Complexo Prisional de Goiás, que fica no território do município. O governo estadual se comprometeu em transferir o presídio para uma área mais afastada da cidade e destinar o espaço do atual presídio para a expansão industrial do município.

Nos próximos anos, Aparecida deve ganhar dois Parques Tecnológicos, sendo um implantado pela própria Prefeitura de Aparecida e outro pela iniciativa priavada, e mais quatro setores industriais – o Complexo Industrial Metropolitano, o Multiplex Polo Empresarial, o Polo Logístico e All Park Polo Empresarial. Este último já foi lançado pela iniciativa privada e teve mais de 60% da sua área comercializada.

O aumento de 500% no número de empresas em funcionamento refletiu na geração de empregos – 110 mil postos de trabalhos – e na atração de agências bancárias para a cidade. Em 2008, o município contava apenas com 15 agências. Agora, são mais de 30. Os bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal -, por exemplo, dobraram a quantidade de agências a pedido da Prefeitura de Aparecida e do segmento empresarial. Além de ampliar, o número de agências, alguns bancos mudaram o horário de funcionamento por entender que a vida pulsante da cidade está longe de parecer com uma cidade interiorana. Vários bancos já começaram a funcionar às 10 horas igual na Capital.

Com a consolidação do polo industrial e a expansão do ensino superior, Aparecida ganhou nos últimos sete anos o perfil de cidade industrial e universitária. O início das atividades do Instituto Federal de Goiás (IFG) em um câmpus próprio em 2012 e da Universidade Federal de Goiás (UFG), nas dependências da Universidade Estadual de Goiás (UEG) enquanto se constrói o Centro de Aulas da UFG, e o início do funcionamento de duas faculdades de Medicina marcaram essa nova fase de Aparecida. Entre universidades públicas e privadas, o município possui 11 centros universitários.

Além da expansão do polo universitário, o poder público e o setor produtivo apostaram na formação de uma rede articulada de ensino profissionalizante. Em parceria com a Associação Pró-Vida, a Prefeitura de Aparecida viabilizou a construção da escola Senai Dr. Celso Charuri, na Vila Oliveira, e colaborou com o Sistema Fieg para expandir a unidade Sesi/Senai do Setor Village Garavelo.

O fluxo de pessoas entre Aparecida e Goiânia para trabalhar e estudar ainda é um dos maiores do país – 122,9 mil -, mas agora é por uma questão de aproveitar as oportunidades de se encontrar tão próxima da capital e não por falta de opção na própria cidade de Aparecida. Neste número inclue também as pessoas que saem de Goiânia em direção a Aparecida para trabalhar e estudar, o que aumentou nos últimos anos.

Cidade cinquetenária ganha destaque nacional

Na atual década, Aparecida ganhou destaque nacional por causa de indicadores econômicos e sociais. No início da década, a cidade ficou em quarto lugar em estudo que apontava o poder de consumo da população brasileira nas cidades das regiões metropolitanas atrás apenas de três cidades do Estado de São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campos. Aparecida também figura das melhores cidades para se investir em negócios e entre as melhores para se investir em imóveis – o metro quadrado do imóvel na cidade cresceu nos últimos sete anos em função dos investimentos em infraestutura urbana.

A administração pública acompanhou a dinâmica da cidade sob a gestão do prefeito Maguito Vilela (PMDB). A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), por meio do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), revelou que a Prefeitura de Aparecida é a 1ª em Goiás e a 21ª do país, a frente de 25 capitais, em gestão fiscal. Em dois indicadores que compõem o IFGF – liquidez e investimentos – a Prefeitura de Aparecida recebeu a nota máxima. Em 2012, pela primeira vez na história, Aparecida superou Goiânia e mais sete capitais em investimentos em obras. Naquele ano, foram aplicados cerca de R$ 120 milhões de recursos próprios do município. Em 2014, foram mais de R$ 150 milhões, sendo a soma de Goiânia e Anápolis juntas, de investimentos em obras como, por exemplo, a pavimentação asfáltica de mais de 100 bairros, construção de eixos estruturantes, 32 unidades de saúde, 43 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e cinco escolas municipais. Os dados são da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

SecomAp