SP: Tempo seco e quente aumenta em 30% número de atendimentos hospitalares

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

Umidade relativa do ar ficou em 19% na quarta-feira, o menor porcentual de 2014; ideal, segundo a OMS, é umidade de 60%

poluicaoO tempo seco e quente recorde na capital paulista, nesta semana, tem aumentado o número de atendimentos hospitalares em razão de problemas respiratórios. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a demanda aumenta em média 30% em períodos de maior secura, que ocorrem especialmente nos meses de outono e inverno. Nesta quinta (11), a capital registrou máxima de 32,9 grais Celsius (ºC) – recorde para o inverno este ano. A umidade relativa do ar, no município, ficou em 19% na quarta-feira (10), o menor percentual em 2014.

O pneumologista Fábio Muchão, do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), do bairro de Heliópolis, explica que os problemas respiratórios ocorrem pela irritação dos brônquios e vias aéreas com a entrada do ar seco. “Qualquer pessoa sente os efeitos. Quem não tem nenhum problema de saúde, vai sentir irritação na garganta, no nariz, pode tossir um pouco mais, a boca seca”, enumerou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que o percentual ideal de umidade para o bem-estar dos seres humanos é acima de 60%.

As pessoas mais afetadas são as que têm doenças crônicas. “Essa pessoa passa a ter crises. Por exemplo, o asmático tem mais crises, se o ar está mais seco”, exemplificou. Dois segmentos são ainda mais vulneráveis quando há ocorrência de doença crônica: crianças e idosos. “Tanto as crianças menores de 2 anos, como as pessoas de mais idade, têm imunidade um pouco mais delicada do que pessoas de outras faixas etárias”, explicou.

Denuncias e Informações? Chat via WhatsApp