Serra da Mesa: mortalidade de peixes chega a 100 toneladas em 30 dias

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A análise sobre a água que apontará a causa da mortandade de peixes nos criatórios e em tanques-redes ao longo do Lago Serra da Mesa deve ser divulgada nesta semana. Segundo estimativa do zootecnista e superintendente de Pesca e Agricultura da Prefeitura de Uruaçu, Paulo Roberto Silveira Filho, cerca de 100 toneladas de peixes morreram nos últimos 30 dias. De acordo com a Cooperativa dos Piscicultores do Lago Serra da Mesa (Cooperpesca), foram mais de 19 toneladas de peixes em apenas uma semana.

Em notícia veicula no portal Diário do Norte, Paulo Roberto Silveira Filho relatou que os primeiros registros de mortandade de peixes foram verificados no último mês de dezembro, apenas no confinamento por tanques-redes, quando por decorrência da falta de chuvas, o reservatório chegou a um nível pluviométrico muito baixo, com apenas 12% de sua capacidade total de armazenamento de água. Na mesma época, também foi verificado que a temperatura de água atingiu 39°C. O superintendente acredita que esses fatores somados a sujeira da água tenham causado a primeira mortandade.

Na semana passada, fiscais da Secretaria das Cidades e do Meio Ambiente (Secima) estiveram nos municípios de Uruaçu, Campinorte e Niquelândia, para realizarem as coletas e pesquisas. Eles contataram o alto índice de peixes mortos de espécies como mandi, tucunaré, piau e barbado, entre outras. De acordo com os fiscais, a água dos criatórios estava com aspecto turvo, com grande quantidade de sedimentos e um cheiro forte nas margens.

Apesar da sujeira das águas, Paulo Roberto Silveira Filho também não descarta a contaminação por agrotóxico. Ele ainda ressaltou que a quantidade de peixes mortos pode sim aumentar nos próximos dias.

O superintendente disse ainda que foi informado do comércio irregular, em Uruaçu, dos peixes mortos no Lago Serra da Mesa. Segundo ele, os peixes devem ser descartados pelo grave risco à saúde de quem consumir, já que a causa da mortandade ainda não foi descoberta. Ele ressalta que os peixes encontrados vivos no local podem ser ingeridos, desde que sejam bem limpos, cozidos ou fritos.

De acordo com a Secima, O lago de Serra da Mesa é licenciado pelo Ibama. Caso a hipótese de contaminação da água por agrotóxicos, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) deverá entrar no caso, com a fiscalização e o monitoramento das plantações na região. De toda forma, somente com o resultado das análises laboratoriais será possível realizar um trabalho conjunto de monitoramento por parte das entidades envolvidas, entre elas, a Secima, Agrodefesa, Secretarias Municipais do Meio Ambiente, Dema e Ibama, para identificar as causas da alta mortalidade de peixes, assim como prevenir que o problema se repita e punir possíveis resultados.

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