Sérgio Machado: ‘Não sobra ninguém do PSDB e nenhum governador’

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Durante a conversa gravada entre o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Renan afirmou que um colega do PSDB mineiro, Aécio Neves, estaria com medo de uma possível delação de Machado. Em determinado momento da conversa, Calheiros e Sérgio falaram sobre o medo de alguns políticos diante de das delações e das investigações da Operação Lava Jato.

Em um trecho do áudio, divulgado nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, Renan diz que todos estariam com medo e que Aécio pediu que ele verificasse algumas informações relacionadas ao senador cassado Delcídio do Amaral, cuja delação atingiu vários políticos de diferentes partidos. Ao falar sobre o pedido de Neves, Machado disse: “Eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém”.

Em outro trecho, da mesma conversa entre Sérgio Machado e Renan Calheiros, o ex-presidente da Transpetro diz que não sobra “nenhum governador” se a delação premiada de Marcelo Odebrecht for mesmo autorizada pela PGR e pelo STF. “Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum”, diz Sérgio Machado.

Ou seja, se o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), tinha medo da delação de Marcelo Odebrecht, o medo deve ter dobrado agora.

Já faz mais de dois meses que o Brasil descobriu que o governador Marconi Perillo (PSDB) aparece na planillha da Odebrecht com o apelido de “casero” e associado a pagamentos não declarados em sua campanha eleitoral, algo que, até hoje, o tucano ainda não explicou.

Marconi também nada falou da operação comandada pelo juiz Sergio Moro no apartamento de Jayme Rincón em São Paulo, em fevereiro deste ano, e nem sobre o R$ 1 milhão que Rincón teria recebido, em dinheiro vivo, a quatro dias da eleição para governador de 2014.

Dos documentos apreendidos pela Polícia Federal que listam repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos brasileiros, o nome do governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em dois momentos. Em um primeiro momento, a planilha aponta que Marconi teria recebido R$ 200 mil da Odebrecht no dia 1º de setembro de 2010. Em um segundo momento, ele teria recebido uma doação de R$ 600 mil.

Nessa segunda parte, há um codinome atribuído a Marconi Perillo: “casero”. O que os goianos esperam é que uma possível delação premiada de alguns executivos da Odebrecht finalmente esclareçam esse enigma.

GoiásReal