Sem “clima de Copa”, Goiânia ainda tenta encher estádio

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

goianiaJogo preparatório para um Mundial realizado naquele que é chamado o país do futebol, em uma cidade que está fora da rota do evento, e mesmo assim o tão esperado clima de Copa passa de raspão em Goiânia. Nem mesmo o Serra Dourada deve ficar lotado para acompanhar a Seleção Brasileira enfrentar o Panamá, nesta terça-feira, às 16h (de Brasília).

Contribuem para esta expectativa de público abaixo da capacidade do estádio o alto preço dos ingressos e o horário impróprio para a partida. Quem quiser acompanhar a partida marcada para as 16h (de Brasília) de uma terça-feira comum terá que desembolsar R$ 100 (para a arquibancada) e R$ 280 (para cadeiras).

Diante deste quadro, a última parcial mostra 28 mil ingressos vendidos de um total de 40 mil e indica que o público deve girar em torno dos 30 mil. Possivelmente menor do que o visto em 2012, quando o Brasil enfrentou a Argentina para 37.871 pessoas no estádio, e em 2011, no empate com a Holanda, com público de 36.449. Nas duas ocasiões ocorreu subsídio do Governo do Estado na compra de ingressos.

Na segunda-feira a Seleção realizou seu único treino aberto antes da Copa do Mundo para pouco mais de 13 mil pessoas. Um total de 20 mil ingressos foram distribuídos. Muitas pessoas ultrapassaram o limite de dois ingressos retirados gratuitamente por pessoas e venderam a entrada por R$ 5 na porta do estádio.

 Mesmo em frente ao hotel da Seleção a movimentação é parecida com a de um jogo normal. O forte policiamento, já dentro esquema Fifa, parecia exagerado. A maior aglomeração ocorreu durante a noite de terça, com menos de 50 pessoas no local.

As ruas de Goiânia aos poucos vão sendo enfeitadas para a Copa do Mundo, mas ainda longe de formar um cenário de empolgação pela disputa do Mundial no País. A decoração mas vista na cidade é de capôs de carro com bandeira do Brasil.

[saiba_mais]

O jogo terá coorganização do Comitê Organizador Local (COL) e, por isso, atenderá a alguns padrões Fifa em relação a serviços e seguranças – as estruturas do Serra Dourada estão longe deste padrão. Já na segunda-feira carros do Exército andavam nos arredores do estádio e a chegada do ônibus brasileiro teve a presença de mais de 100 policiais em um corredor de alta segurança.

O amistoso também colocará a organização de frente a protestos. Manifestantes organizam uma passeata a partir do centro da cidade e há o temor de ele rumar para o Hotel Castro, onde a Seleção está hospedada, ou até o Serra Dourada. O protesto é organizado por professores em greve, mas vai atrair ativistas contra a Copa. Outra manifestação está marcada para as 9h em frente ao hotel onde a Seleção está hospedada.

Terra

Notícia postada em  

  • 3 de junho de 2014
  • Da Redação