Seguranças e PM feridos após tiroteio em bar prestam depoimento em GO

pistolasDois seguranças – um homem e uma mulher – e um soldado da Polícia Militar feridos em um tiroteio dentro de um bar e boate no Setor Marista, em Goiânia, prestaram depoimento à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (1º). Eles foram atingidos por disparos efetuados pelo soldado e outros dois policiais militares que tiveram um desentendimento no local. Os três militares envolvidos na confusão estavam fora do horário de trabalho.

A troca de tiros ocorreu na madrugada de domingo (29). Durante o depoimento no 8º Distrito Policial (DP), os seguranças relataram que no dia do crime ocorreram dois tiroteios. Na versão deles, o primeiro teve início no salão principal, quando o soldado que prestou depoimento nesta manhã teve uma discussão com outros dois policiais. Ele teria tomado a arma de um deles e atirado contra a dupla. Neste momento, foram atingidos um segurança e um PM.

Ainda de acordo com a versão dos seguranças, a dupla de PMs saiu do local em direção ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). No caminho, o policial baleado alertou o outro sobre a arma tomada pelo soldado. Por isso, o PM retornou ao bar para buscar o objeto.

Porém, ao chegarem ao local, teve início um novo tiroteio entre o soldado e o policial, que também acabaram feridos. Neste momento, a outra segurança também foi baleada.

Por outro lado, o depoimento do soldado diverge desta versão. Ele relatou ao delegado que, dentro da boate, reagiu a um soco que levou no olho e por isso atirou. O homem negou que tenha participado de outro tiroteio fora do local.

Segundo o delegado Waldir Soares, ainda serão ouvidos os outros dois policiais militares envolvidos no caso e três testemunhas. Ele adianta que todos os PMs devem ser indiciados por tentativa de homicídio. As armas usadas durante o tiroteio foram apreendidas.

O caso também é apurado pela Corregedoria da Polícia Militar. “Estamos interessados ao extremo em esclarecer o que aconteceu. Estamos ouvindo as pessoas envolvidas e vamos ser extremamente rigorosos com a punição”, ressaltou o porta-voz da corporação, coronel Divino Alves.

G1

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