Segurança é bandeira eleitoral na corrida à Câmara Legislativa

caboA cada 100 candidatos a uma cadeira na Câmara Legislativa, pelo menos oito são ligados à segurança pública. São concorrentes que buscam votos, principalmente, entre suas tropas e corporações, mas que também têm a oportunidade de ampliar o alcance das campanhas com o discurso da proteção da vida e do patrimônio. Uma das áreas mais sensíveis entre os brasilienses, a segurança pública será um terreno onde a oposição será maioria, um desafio a mais para os governistas que tentam a reeleição. Os dados foram apurados pelo Correio, a partir dos 998 pedidos de registro de candidaturas para deputado distrital recebidos pela Justiça Eleitoral. Do total, mais da metade possui curso superior completo.

20140720225853847924uA segurança pública exerce uma influência no eleitorado tão grande que, dos 24 distritais da atual legislatura, cinco exercem ou já exerceram funções policiais e de bombeiro militar, o que equivale a 20% da Casa. Todos foram eleitos para defender os interesses de suas corporações, especialmente em questões relativas à progressão na carreira funcional de militares e policiais civis. Dos 83 candidatos ligados à Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, 56 (67,4%) formam o “chapão militar” de candidatos de oposição.

20140720225902505932eEntre eles está um dos representantes dos praças militares durante a Operação Tartaruga no ano passado. Edson Ricardo do Carmo, ou Tenente Ricardo Pato, está filiado ao partido do candidato de oposição José Roberto Arruda, o PR. Na esteira do movimento grevista, ele não esconde que o intuito de sua candidatura é interligar a categoria e o governo. “Depois da Operação Tartaruga, apareço como um dos mais cotados dentro da PM para assumir essa representatividade na Câmara. Após 31 anos de serviço, acho que posso contribuir para resolver a divisão que existe entre os praças e os oficiais, que causa um sério prejuízo para a corporação”, diz.

Polêmicas

Quem também aproveita a visibilidade para disputar o pleito é Alexandre Bruno da Rocha, o capitão Bruno (PP), que ficou conhecido no ano passado após ser filmado justificando o uso de spray de pimenta contra manifestantes com a frase “porque eu quis”. “Minha candidatura também pode mostrar que a suposta agressão não aconteceu conforme o vídeo, que foi editado para mostrar uma falsa impressão de truculência. Sofremos provocação, e o spray acabou sendo usado porque foi preciso”, relata. Ele conta que foi procurado pelo PP no início do ano com a proposta de se candidatar. “Tenho sido bem recebido, inclusive entre os praças. Vou trabalhar pela instituição, quero agregar”, fala.

Correiobraziliense

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock Detected

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios