Sacoleiras falam, com orgulho, sobre a rotina de vendas nas ruas do DF

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sacoleirasAcordar cedo, colocar a mercadoria dentro do carro e seguir para a rua a fim de vender os produtos. Essa é a rotina da vendedora independente Márcia Helena Gertrudes Ribeiro, 55 anos, e de muitas sacoleiras do Distrito Federal. Márcia conta que esta é uma profissão que exige tempo livre e muita boa vontade. Ela cruza o país inteiro em busca de mercadorias de qualidade para atender a todos os gostos e desejos dos fiéis clientes.

Segundo Márcia, a vocação para vendas surgiu quando ainda era adolescente. “Sempre fui sacoleira. Quando me casei, meu marido pediu para eu parar de vender roupas e me dedicar a outros projetos. Após a separação, resolvi voltar para as vendas.” Surgiu a oportunidade de voltar de comercializar roupas e ela não pensou duas vezes. Hoje, Márcia trabalha somente com sapatilhas. Além da clientela consolidada, ela contou com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-DF) para exercer com mais eficiência a atividade. “O Sebrae é um grande parceiro e tem sempre apoiado a gente”, diz vendedora.

A sacoleira também vende sapatos nas portas das escolas, dos ministérios e dos prédios comerciais e empresariais de todo o DF. Para ela, o diferencial do trabalho é a qualidade da mercadoria que vende, além dos preços e formas de pagamento competitivos e da amizade que cativou ao longo dos anos com os seus clientes. “Hoje, tenho um grupo de amizades, só com as clientes que conquistei durante os anos de trabalho. Elas começaram como compradoras, me apresentaram para outras pessoas e se tornaram grande amigas”, disse.

Correiobraziliense