Reunião dos Brics define banco de U$150 bi

Após Copa do Mundo, Brasil sedia a Copa da Economia Global em partida histórica entre a terça-feira 15 e a quarta 16, em Fortaleza. Onde os chefes de Estado dos Brics, tem tudo certo para a criação de um banco de desenvolvimento com US$ 50 bilhões em caixa e um fundo de reserva de US$ 100 bilhões, durante a 6ª Cúpula dos Brics. Nova instituição e poupança são alternativas ao Banco Mundial e ao FMI.

Na próxima terça-feira, apebricsnas dois dias depois da final da Copa do Mundo, no Rio de Janeiro, o Brasil será palco da mais importante reunião internacional de cúpula dos últimos tempos. Daquelas dignas de entrar para a história. Em Fortaleza, entre a terça-feira 16 e quarta 17, será realizada a 6ª Cúpula dos Brics. No chamado “segundo ciclo” de encontros, que se inicia pelo Brasil depois de todos os países do bloco já terem sediado reuniões, será anunciada a criação de um banco de desenvolvimento com nada menos que US$ 50 bilhões em caixa e um fundo contingencial de reserva de US$ 100 bilhões. A instituição será, na prática, um contraponto ao Banco Mundial, enquanto a poupança fará frente ao FMI.

Os países do bloco terão cotas iguais no novo banco, a partir de depósitos de US$ 10 bilhões cada um. A sede da instituição multilateral ainda não está definida, mas a capital do Ceará já se candidata informalmente para conseguir a primazia. Quanto ao fundo de US$ 100 bi, faz parte do Acordo de Reservas de Contingência (CRA) assinado pelos Brics, com regras para utilização em caso de crise econômica. Os recursos deverão ser aplicados no mercado financeiro global.

Desde o surgimento dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em 2009, o diálogo do grupo ganhou em profundidade e extensão, mas agora abrimos um novo ciclo com a criação de dois mecanismos financeiros próprios”, disse o subsecretário político do Itamaraty, José Alfredo Graça Lima. o Acordo de Reservas de Contingência (CRA), uma espécie de fundo de estabilização econômica para ajudar países em crises financeiras, serão formalizados na VI Cúpula dos líderes dos Brics.

Em Fortaleza, a presidente Dilma Rousseff será anfitriã do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e dos presidentes Vladimir Putin, da Rússia, Hu Jintao, da China, e Jacob Zuma, da África do Sul. O primeiro dia do encontro será destinado para um grande encontro entre empresários e executivos públicos dos países participantes. Na quarta 17, ocorrerá a criação formal do novo banco de fomento. Os preparativos na capital do Ceará para receber o encontro começaram um ano atrás. Os hotéis estão com lotação completa.

Após o encontro, – Uniao dos Países Sul-Americanos.
A criação do banco dos Brics é uma resposta à falta de acordos para democratizar o Banco Mundial e o FMI, mas não só isso. É também uma demonstração da capacidade dos Brics, de que não dependem dos grandes organismos multilaterais”, acrescentou o embaixador José Alfredo Graça Lima.
Fascinante

O grupo dos Brics foi criado há cinco anos, a partir da expressão do economista Jim O’Neill, então sócio do banco americano Goldman Sachs. Ele é um dos maiores entusiastas da evolução de um conceito para a forma de um bloco econômico real de cinco países emergentes. Para O’Neill a criação do Banco dos Brics “é uma idéia fantástica e facinante”.

A ideia de uma banco dos Brics, ou do Sul, como alguns chamam, é absolutamente fascinante, saudou O’Neill à revista alemã Der Spiegel (íntegra abaixo). Ele foi cogitado para ser uma espécie de secretário-geral do bloco, mas, até aqui, isso não prosperou. Com larga experiência no mercado financeiro, entretanto, não é descartado algum tipo de trabalho para ele na formatação do novo banco.
Com o banco de desenvolvimento e fundo de reserva, os Brics ganham, também, em institucionalidade. A partir de agora, os países membros terão tarefas em comum no sentido de erguer a instituição e dar a utilidade correta ao fundo.

Os Brics são um fórum que serviu para que os cinco países se conheçam melhor e para pressionar por uma nova ordem internacional e uma nova governança nas organizações multilaterais, disse Graça Lima. Ele lembrou que o grupo nasceu a partir de um acrônimo, mas evoluiu política e economicamente, e serviu para permitir aos países emergentes conquistar mais influência na direção política internacional.

Como primeira missão, os presidente dos Brics irão todos à Brasília expor aos integrantes da Unasul (União das Nações Sul-americanas) a filosofia do novo banco de fomento.

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