Relator da mudança no pré-sal teve reúnião com a Shell

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O presidente da petroleira no Brasil, André Araújo, participou de uma reunião na sede do governo do Espírito Santo

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) participou, na última sexta-feira 26, de uma reunião com o presidente da Shell no Brasil, André Araújo, e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), na qual a petroleira reafirmou o compromisso de manter seus investimentos no estado, além de ampliar atividades de exploração de petróleo e gás, no Litoral Sul capixaba.

O objetivo da multinacional anglo-holandesa é aumentar o volume de produção de barris de petróleo/dia. Ao fim do primeiro trimestre de 2016, na chamada Fase 3, a companhia prevê um investimento de R$ 1,4 bilhão no Parque das Conchas (BC-10). A estimativa é que o pico de produção da empresa atinja a marca de 28 mil barris/dia a mais do que os atuais 55 mil.

“Temos uma longa história com petróleo e gás no Espírito Santo. Em 2009, tivemos a nossa primeira produção e estamos trabalhando para continuar. Estamos muito satisfeitos e vamos continuar a investir. Estamos muito felizes com os resultados, batemos o recorde de perfurações de 25 dias. O ritmo de investimento continua a todo vapor”, afirmou o presidente da Shell.

Ricardo Ferraço é relator do projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que retira a obrigação da Petrobras de participar de todos os campos de exploração do pré-sal, do qual já se manifestou a favor. Parlamentares da base aliada do governo, petroleiros e movimentos sociais argumentam que a proposta, se colocada em prática, será uma ameaça à soberania da estatal.

“Temos muito a comemorar com o anúncio dado aqui pela Shell de manter os investimentos, o nosso Estado é o segundo maior produtor do país e isso contribui e muito para as arrecadações públicas. O ramo de petróleo e gás corresponde à 13% do PIB do Brasil, e isso é importante para todos os estados, que podem melhorar as suas rendas”, declarou o senador.

Ferraço também falou em preocupante situação dos investimentos bloqueados no Estado, advindos da Petrobras. “A Petrobras está em crise, todos sabem, mas isso nos preocupa sim, devido ao recuo nos investimento da Petrobras no Espírito Santo. Recentemente cancelou a contratação dos berços OffShore, estão paralisados os projetos do Complexo de Gás Químicos e Fertilizantes, mas vamos aguardar para ver o Plano de Negócios, para ver como ficará o Estado”, salientou.

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