Queda gradativa da média põe em xeque possível recorde de gols na Copa

copaDurante a fase de grupos da Copa do Mundo, cogitou-se a possibilidade de a 20ª edição ser a que mais balançou as redes em toda a história do torneio. A marca histórica, porém, pode não ser alcançada devido à queda da média de gols no mata-mata em relação à fase de grupos.

Na primeira fase os 136 gols colocaram a competição em 2014 entre as mais recheadas, com a incrível média de 2,83 comemorações por jogo. Mas os duelos seguintes diminuíram drasticamente o número de redes balanças e nem a Arena Fonte Nova, marcada por muitas bolas na rede no início da Copa, deu conta de manter em alta a média, que no mata-mata até aqui foi de 1,91 gol por partida.

Se a tendência for mantida, o Mundial disputado no Brasil não assumirá o posto de mais produtivo entre todas as edições. O ranking é liderado pela Copa disputada na França, em 1998, a primeira a ser disputada no atual formato com 32 seleções. Na ocasião, o torneio vencido por Zidane e companhia teve 171 gols anotados. Na atual edição, com quatro jogos restantes, foram 159 gritos de gol em solo verde e amarelo. A rodada inicial do Mundial empolgou os torcedores com 49 gols marcados, com média de 3,06 em cada um dos 16 jogos disputados. O número foi impulsionado pelas goleadas de Holanda e Alemanha sobre Espanha e Portugal, respectivamente, mas as estatísticas seguintes caíram gradativamente.

A segunda rodada apresentou leve queda na quantidade de gols: 45 foram anotados e a média, assim, passou a 2,8 barbantes balançados por partida. Na terceira, a fase de grupos foi decidida por 42 tentos, com média de 2,6 comemorações por duelo. Durante as oitavas de final, o equilíbrio dos cinco jogos resolvidos após o tempo regulamentar também influenciou na quantidade de bolas na rede.

Em oito encontros válidos pela primeira fase do mata-mata, apenas dois não foram decididos pela diferença mínima de um gol (Colômbia sobre o Uruguai e França sobre a Nigéria). Dos jogos restantes, cinco foram à prorrogação e dois aos pênaltis, exemplificando a igualdade das forças. Os 18 gols anotados deixaram a média da rodada em 2,25 por partida.

Os duelos das quartas de final foram ainda menos produtivos, dando continuidade à diminuição dos gritos de gol. Apesar das fortes emoções em todos os jogos, a brazuca ultrapassou a linha apenas em cinco oportunidade, 1,25 vez por partida. Assim, para a Copa disputada no Brasil virar “artilheira”, é preciso que Brasil, Alemanha, Holanda e Argentina façam a festa da torcida ao menos 12 vezes nos quatro embates restantes.

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