Quadrilha especializada em falsificar documentos e clonar cartões é presa

Ação da Polícia Civil deve cumprir 41 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão no DF e Entorno

20141128091644970782eEspecializada em crimes como falsificação de documentos e clonagem de cartões de crédito, uma organização criminosa é alvo de uma operação da Polícia Civil. Nesta manhã de sexta-feira (28/11) devem ser cumpridos 41 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão. A Operação Klon é realizada nas cidades do Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Ceilândia, Estrutural, além da Feira dos Importados. No Entorno, os policiais fazem buscas em Águas Lindas e Corumbá.

Segundo a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), os suspeitos atuavam em vários tipos de falsificação, principalmente de documentos. A ação ocorria de três formas diferentes pelo menos. Em uma delas, eles clonavam os cartões e os usavam para comprar produtos, geralmente de informática, pela internet. Depois os objetos eram revendidos na Feira dos Importados, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), ou pela web.

Foi a partir do monitoramento deste crime, que a polícia conseguiu identificar que o grupo havia migrado para outros tipos de fraude. A partir da falsificação de documentos, eles também conseguiam comprar veículos financiados, que eram utilizados pelos criminosos ou serem revendidos a preços mais baratos.

Com os documentos falsos era possível também abrir contas correntes e efetuar empréstimos junto a bancos. A Corf afirma que eles também solicitavam cartões de créditos, que eram usados até estourar o limite. A investigação aponta que os criminosos usavam contas de laranjas para que o dinheiro pudesse circular entre os golpistas.

Casal é preso

Nessa quinta-feira (27/11), a Corf prendeu um casal no Terminal de Cargas dos Correios, no Aeroporto Internacional de Brasília, em flagrante. Segundo a PCDF, a abordagem foi feita no momento que eles retiravam um cartão de crédito utilizado com documento falso no nome do titular. Eles descobriam dados das pessoas donas de cartões, ligavam para as operadoras e pediam uma segunda via, a ser retirada nas agências dos Correios. Desse jeito, o novo cartão não era enviado para a residência do titular, que sequer chegava a saber do ocorrido. Com o objeto em mãos, o casal desandava a fazer compras.

Correiobraziliense

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