Aparecida de Goiânia, domingo, 17 de outubro de 2021
Eleições 2022

PSL aprova fusão com o DEM mas nova legenda enfrenta problemas em Goiás

Redação
1 de outubro de 2021

Em Goiás a nova legenda pode por num mesmo partido adversários como o governador Ronaldo Caiado (DEM) e os deputados estaduais Major Araújo e Delegado Luis Teófilo, que fazem oposição ao governo do Estado na Assembleia Legislativa.

A estratégia dos dois partidos é criar uma legenda que teria, em 2022, o maior fundo eleitoral e partidário do país, bem como o maior tempo de propaganda na televisão.

A executiva nacional do Partido Social Liberal (PSL) aprovou por unanimidade, em reunião realizada nesta terça-feira (28), a convocação de uma convenção conjunta da sigla com o Democratas (DEM) para oficializar a fusão entre os dois partidos. O evento deve ocorrer em 6 de outubro.

Apesar do avanço na mesa de negociações, a fusão entre os dois partidos ainda sofre com impasses pelo controle de diretórios em pelo menos nove estados, principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão e Paraíba. Em Goiás, a nova legenda também pode ter problemas, pois dois dos três deputados do PSL (Major Araújo e Delegado Luiz Teófilo) fazem oposição ao governador Ronaldo Caiado (DEM). Os deputados federais Major Vitor Hugo e Delegado Waldir Soares também não estão na linha de apoio a Caiado e podem buscar outra legenda.

Na semana passada, o DEM havia tomado decisão idêntica, também por unanimidade. A estratégia dos dois partidos é criar uma nova legenda que teria, em 2022, o maior fundo eleitoral e partidário do país, bem como o maior tempo de propaganda na televisão. A nova sigla deve lançar uma candidatura própria à Presidência da República no ano que vem.

"A aprovação por unanimidade para votar a fusão, tanto no PSL quanto no DEM, mostra que ambos os partidos estão empenhados em se unir para criar a maior legenda do Brasil, que certamente terá protagonismo em 2022. Agora é esperar a convenção conjunta, de PSL e DEM, para oficializar de vez esse casamento", afirmou Antônio Rueda, vice-presidente nacional do PSL, ao jornal O Globo.

A nova sigla deve ter um fundo partidário no valor de R$ 160 milhões. No entanto, a fusão não agrada alguns parlamentares. Vereador pelo Rio de Janeiro e pai do deputado federal Rodrigo Maia, Cesar Maia já sinalizou que deve procurar uma nova legenda.

A eventual fusão também deve fazer com que o apresentador José Luiz Datena, que se filiou recentemente ao PSL, procure uma nova sigla.

Com informação do Sputnik Brasil

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