Prima diz que PM morto durante assalto a bar não tinha desavenças

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Cabo Gilene da Silva estava de folga quando foi assassinado, em Goiânia.

pm-certoA família do cabo da Polícia Militar Gilene Vieira da Silva, de 49 anos, que foi assassinado por homens que assaltavam um bar em Goiânia, afirma que a vítima não tinha nenhuma desavença. “Ele nunca recebeu ameaça. Era uma pessoa simpática, um excelente pai. Não tem motivos para que pudesse acontecer algo assim”, disse uma prima que não quis se identificar.

O crime ocorreu na noite de sábado (25), dia em que o militar estava de folga. Gilene estava com amigos no bar quando foi executado. A suspeita da Polícia Civil é de que ele foi morto ao ser reconhecido pelos criminosos como militar.

A prima do PM disse que a família só acreditou no assassinato do cabo ao chegar ao local do crime. “Nós recebemos a notícia que ele tinha sido baleado, não acreditamos e fomos até lá para ver se era ele mesmo”, contou a parente.

Abalada, a esposa do policial disse apenas que o marido completaria 50 anos no próxima quarta-feira (29) e, por isso, já preparava uma festa para reunir familiares e amigos. Ainda segundo a mulher da vítima, Gilene estava próximo de se aposentar e fazia planos para quando saísse da corporação.

O crime é investigado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH). Segundo o delegado Valdemir Pereira da Silva, o policial estava com amigos no bar e saiu por alguns minutos para estacionar seu carro mais próximo do local. Quando retornou, se deparou com os homens assaltando o comércio.

“Ele não viu os assaltantes entrarem. Segundo testemunhas, um dos suspeitos reconheceu a vítima e chegou a dizer: ‘Você é policial’. Neste momento, o cabo tentou correr e foi atingido nas costas. Ele ainda deu alguns passos, mas morreu no meio da rua”, disse o delegado ao G1.

De acordo com a investigação, os suspeitos pegaram cerca de R$ 700 do caixa do bar e fugiram em um carro. A polícia já possuiu as características físicas dos criminosos e também do automóvel usado pela dupla, mas ainda não conseguiu localizar os envolvidos no crime.

G1