Preso advogado suspeito de atirar em caminhão por se irritar com barulho

O advogado Benedito Estevam de Matos, de 69 anos, foi preso na manhã deste sábado (24) suspeito de atirar contra um caminhão de água que prestava serviços para um supermercado do Setor Jardim América, em Goiânia. Testemunhas gravararm com um celular o momento em que o homem efetua os disparos (veja vídeo). O motorista não foi atingido.

O advogado explicou que atirou porque se irritou com o barulho provocado pelo caminhão contratado pelo supermercado para lavar a rua ao lado do estabelecimento. Segundo ele, o serviço é feito por volta das 6h30 semanalmente. “É barulho, mau cheiro, ameaça, trânsito”, reclama o idoso.

A arma usada no crime não foi encontrada pela polícia, mas os agentes apreenderam outro revólver na casa do suspeito. Por ser advogado, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou o idoso no 20º Distrito Policial de Goiânia. Durante o depoimento, ele se reservou ao direito de ficar em silêncio. Em seguida, foi encaminhado para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, onde ficará preso preventivamente.

Benedito deve responder por posse ilegal de arma e tentativa de homicídio. Somadas, as penas podem chegar a 13 anos de prisão, além de multa.

Barulho
O advogado afirma que já realizou diversas queixas em órgãos da prefeitura e também no Ministério Público de Goiás para que o problema fosse resolvido. Mas nenhuma medida foi tomada. A reclamação é compartilhada pelos demais moradores da região.

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O advogado do supermercado, Ricardo Oliveira, afirma que estão sendo feitas adaptações para não incomodar a vizinhança, mas que o nível de ruído produzido está dentro dos padrões estabelecidos pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). “O barulho está controlado. Já foi feito a medição dos decibéis e está dentro do controle, então a empresa já tomou todas as medidas necessárias e o próprio Ministério Público já concordou que a empresa já solucionou o problema”, garantiu.

De acordo com o diretor de fiscalização da Amma, Gustavo Caetano, o órgão não recebeu nenhuma reclamação referente ao supermercado, mas garante que o caso será estudado com mais atenção. “A prefeitura tem o papel de fiscalizar, mas precisa ser acionada pela população formalmente para que a gente verifique e tome as medidas cabíveis”, explicou.

O diretor de fiscalização informou também que todo tipo de trabalho feito nas ruas precisa de autorização prévia do poder público, pedido que não foi feito pelo supermercado. Sendo assim, o caminhão não poderia estar lavando a rua, mesmo que estivesse respeitando o limite de barulho estabelecido.

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