Presa dupla suspeita de matar jovem para roubar celular, em Goiânia

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A Polícia Civil prendeu dois suspeitos de matar o vigilante Luan Alexandre do Carmo, de 24 anos, para roubar um celular, em Goiânia. Segundo a corporação, após o crime, um dos detidos revendeu o aparelho da vítima por R$ 150. As investigações mostraram que a dupla tem longo histórico de crimes semelhantes, roubando até cinco aparelhos por dia.

Um dos presos, Maycon Regis dos Santos, de 19 anos, foi apresentado na manhã desta terça-feira (17), na capital. Já Sílvio José dos Santos, de 23, já havia sido preso em flagrante, em Hidrolândia, ao cometer um roubo, no último sábado (14).

O assalto que resultou na morte do vigilante ocorreu em novembro de 2015. Responsável pelo caso, o delegado Francisco Lipari disse que, na ocasião, os dois estavam em um carro dirigido pelo Silvio e escolheram a vitima de forma aleatória. Em seguida, armados, deram voz de assalto a vigilante.

Ao ser apresentado, Maycon confessou que atirou em Luan. “Ele reagiu e avançou no revólver e eu atirei nele. Eu fazia isso porque tenho filha para criar e ninguém quer dar emprego para presidiário”, disse.

Prisões
O delegado explicou que, após atirar na vítima, os suspeitos pegaram o celular, se desfizeram da arma e sumiram. Os dois foram presos após a polícia ouvir testemunhas e fazer buscas em bancos de dados de criminosos com crimes semelhantes.

“Os dois já faziam parte desse banco de dados, pois já praticam esses crimes há muito tempo na Grande Goiânia. Eles também vão a grandes eventos para cometer o mesmo tipo de crime”, disse Filho.

A polícia também recuperou o celular de Luan, que foi encontrado com um usuário de drogas. Segundo a polícia, ele identificou a dupla como sendo os responsáveis por vender a ele o aparelho. O homem vai responder em liberdade por receptação.

Os suspeitos já tinham passagem pela polícia pelo crime de roubo. Além disso, Maycon também já foi apreendido quando menor por homicídio. Agora, os dois vão responder pelo crime de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Se condenados, eles podem ficar presos por até 30 anos.