Por pagamento de retroativos, vigilantes do DF entram em greve

Pelo menos cinco hospitais estão com serviços prejudicados, além de centros de saúde e unidades de pronto atendimento (UPAs) 24 horas

VIGILANTEVigilantes terceirizados da empresa Ipanema cruzaram os braços nesta segunda-feira (27/4) por falta de pagamento de salários e benefícios retroativos, a partir de janeiro. Com a paralisação, que teve adesão de mais de 1 mil profissionais, segundo representantes do sindicato da categoria, atendimentos foram prejudicados em várias unidades de saúde do DF, como centros de saúde, unidades de pronto atendimento (UPAs) 24 horas e os hospitais de Ceilândia, de Taguatinga, de Brazlândia, de Samambaia e do Guará ficaram. O problema no pagamento dos trabalhadores teria relação com a falta de repasse de R$ 50 milhões para a empresa por parte do GD.
No Hospital Regional de Ceilândia (HRC),  por exemplo, por volta das 10h, cerca de 15 mães que aguardavam atendimento para os filhos na pediatria precisaram voltar para casa por falta de vigilante. Até a publicação desta reportagem, não havia previsão de retorno dos atendimentos.

Segundo o diretor do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF) Gilmar Rodrigues, 100% da categoria aderiu à greve. “Estamos falando de vigilantes de todos os turnos. E quando não há vigilantes nos hospitais, fica um caos”, sinalizou. “Procuramos a empresa por diversas vezes, mas eles não recebem o sindicato. Então, só vamos voltar quando tudo estiver pago”, anunciou.

A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), contudo, esclareceu que aproximadamente 40% dos vigilantes da empresa Ipanema, que trabalham nas unidades da rede pública, continuam em serviço.  Segundo informações da pasta, a empresa está mobilizando equipes reserva para manutenção de 30% do efetivo nos postos.

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (Sindesp-DF), Irenaldo Pereira Lima, a empresa está pagando o salário em dia, mas realmente não pagou o retroativo referente a janeiro e a fevereiro.

“Isso vem acontecendo porque o governo não está pagando a empresa. A Ipanema tem 40 anos e nunca atrasou, mas tem hora que não é possível recorrer ao banco, que já não confia em dar empréstimo, por exemplo. Então, o GDF tem de resolver essa situação, caso contrário, não tem como pagar o trabalhador”, explicou Lima. O GDF teria faturas atrasadas com a empresa desde o 2º semestre de 2014.

Em nota, a SES-DF acrescentou que em 10 de abril foi realizado parte do pagamento  do mês de março à empresa Ipanema, com repasse de  R$ 1,5 milhão. “O restante, cerca de R$ 4,5 milhões,  depende de suplementação orçamentária já solicitada”, informava o documento.

Correiobraziliense

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