Polícia recebe mais denúncias contra empresa de casamentos em Inhumas

Empresária sumiu com 50 mil reais de noivas contratantes e não atende o celular

Mais cinco noivas procuraram a delegacia de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, para denunciar a proprietária de uma empresa que organiza casamentos na cidade. Até o momento, sete supostas vítimas foram identificadas. As mulheres alegam que, após pagar pelo serviço de buffet e cerimonial, a responsável pelo evento sumiu e fechou o escritório. No total, segundo a Polícia Civil, o prejuízo é de cerca de R$ 50 mil.

Com a divulgação do caso, outras noivas se dirigiram à delegacia. Segundo o delegado responsável pela investigação, Humberto Teófilo de Menezes Neto, funcionários da empresa também procuraram a polícia para registrar que não receberam salário pelo que trabalharam.

Conforme depoimento das vítimas, o delegado apurou que a empresária oferecia desconto de até 50% para quem pagasse o serviço à vista. “Inicialmente, ela cobrava entre R$ 12 mil e R$ 14 mil. Ela dizia às noivas que estava fazendo uma promoção relâmpago e, caso, pagassem à vista, ganhavam a redução do valor”, informou o delegado Humberto.

Após ouvir as denunciantes, o delegado vai tentar localizar a empresária. Segundo o relato das noivas, ela não atende às ligações e não abre a empresa há pelo menos um mês. Do lado de fora da sede é possível ver que pertences continuam no local, como mesas e aparelhos de jantar.

Dos sete casamentos que ela ficou responsável pelo buffet, dois estão marcados para o próximo dia 26. Uma das noivas que vai se casar em breve é Gracielly, que está desesperada com o desaparecimento da contratada. “Meu contrato está fechado desde 28 de novembro do ano passado. E agora a gente não tem condição de pagar outro valor para outro buffet”, reclama.

Ao final da investigação, a empresária pode ser indiciada por estelionato. Caso seja condenempresaada, ela pode pegar de um a cinco anos de prisão por cada vítima.

Humberto orienta às vítimas que, além de registrar o crime na Polícia Civil, procurem a Justiça. “Estamos informando às pessoas que entrem com ação no Poder Judiciário pedindo perdas e danos morais. Elas também devem registrar a ocorrência na delegacia porque vamos tentar encontrar os bens no nome da suspeita ou de outras pessoas que ela pode ter transferido para que sejam bloqueados”, ressaltou o delegado.

A especialista em direito do consumidor Sara Ximenes orienta aos clientes que desconfiem de empresas que cobram um preço muito abaixo do mercado pelo serviço. “Tenha um contrato por escrito. Esse contrato tem que constar tudo. Se o valor for diferente demais do que está sendo pactuado normalmente no mercado, provavelmente isto é um golpe. Não existe negócio da China”, explica a especialista.

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