Polícia prende suspeitos de matar transexual a pedradas, em Anápolis

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Assassinato foi cometido em fevereiro deste ano.

A Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), apresentou nesta terça-feira (02/05), quatro suspeitos pela morte da transexual Emanuelle Muniz, de 21 anos. Ela foi assassinada a pedradas, após sair de uma boate, em Anápolis, em fevereiro deste ano.
Foram detidos Daniel Lopes Caetano, de 20 anos, Reinivan Moisés de Oliveira, 20, Sérgio Cesário Neto, 21, e Maurício Machado, 18. Os quatro vão responder por homicídio qualificado, roubo e tentativa de estupro.

Emanuelle e a mãe, Edna Girlene Gomes, decidiram pegar carona com os quatro anos. Ao perceber que o veículo estava muito cheio, Edna saiu e tentou levar a filha, mas o carro arrancou em alta velocidade e Emanuelle acabou ficando no automóvel.

De acordo com as investigações, o homicídio foi motivado por homofobia. “Durante o trajeto, descobriram que a vítima era transexual e um deles sugeriu aos demais que ela fosse morta. Eles não admitem isso e dizem que já sabiam. Eles dão desculpas para o crime para tentar amenizar a pena”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Cleiton Lobo.

Os homens foram identificados após testemunhas denunciarem características do carro utilizado no crime. “A partir da identificação do veículo, descobrimos que poucos dias antes, na mesma boate, um grupo teria se envolvido em uma briga. Identificamos o dono do carro e os demais”, destacou o delegado.

Cleiton Lobo também ressaltou a importância da contribuição da população para solucionar o caso. “A população se mobilizou. Foram várias denúncias com informações importantes para resolvermos este crime”, declarou.