Polícia prende quadrilha de tráfico de drogas que agia em 4 estados e no DF

Entre os presos está o braço da organização criminosa no DF. Além das prisões, foram apreendidos 620kg de maconha e comprimidos de ecstasy

drogaUma operação da Polícia Civil do DF prendeu no Distrito Federal seis pessoas em flagrante, suspeitas de integrarem uma quadrilha de tráfico de drogas. Intitulada “Igarapé”, a ação ocorreu na madrugada desta sexta-feira (21/11), após oito meses de investigação. Segundo a Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), o grupo criminoso tinha ramificações de Mato Grosso do Sul ao Piauí, passando por Goiás, Distrito Federal e Bahia. Além das prisões, a polícia apreendeu 620kg de maconha, R$ 22 mil em espécie, duas balanças de precisão e comprimidos de ecstasy.

De acordo com a Cord, a droga entrava pela região fronteiriça do Paraguai e abastecia traficantes de Anápolis, Alexânia, em Goiás; Gama e Recanto das Emas, no DF; de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia; e em Floriano, no Piauí. A abordagem dos carros que transportavam a carga ocorreu na noite de quinta-feira (20/11), na BR-060, já no DF. Participaram da ação agentes da Cord e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No veículo batedor vinham os fornecedores Flávio Henrique de Araújo Rondon, 20 anos, e Fábio Aparecido de Araújo, 41. Segundo a investigação, Fábio era o líder da ramificação sul-mato-grossense do grupo. No veículo onde eram transportados os 620 kg de maconha, seguia Valtenes Nascimento, 37. O braço da organização criminosa no DF, em Goiás e na Bahia, era comandado por Sandro de Sousa Matos, 41. Ele trocava carros roubados pelo carregamento de droga e a revendia nos estados. Sandro também repassava a maconha a Maikon Lima Froes, 22, no Gama, e a Cleyton Robson da Silva Vieira, 31, no Recanto das Emas e Formosa (GO).

A operação é resultado de um trabalho que foca não só o DF, mas também outros estados, de acordo com o chefe da Cord, Rodrigo Bonach. “A Polícia Civil do Distrito Federal se especializou no enfrentamento qualificado do tráfico interestadual de drogas, atuando em variados Estados, desde que o crime atinja também a segurança pública local. O tráfico de drogas não respeita fronteiras, logo as polícias têm que se adaptar a essa nova realidade, e atuar em conjunto com outras forças”, disse.

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