Polícia indicia avô por tiro acidental de menino que matou irmão em GO

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A polícia civil concluiu nesta quarta-feira (20) o inquérito sobre a morte de um menino de 6 anos, atingido por um disparo feito pelo irmão, de 13, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Policial militar aposentado e dono do revólver, o avô das crianças foi indiciado pelo crime de omissão de cautela, previsto no Estatuto do Desarmamento.

O crime ocorreu no último dia 25 de julho. Segundo o delegado responsável pelo caso, Rafael Abrão, o militar tinha a documentação para ter a arma, mas não a guardou de forma correta. “Nesse caso, ele é indiciado porque não deixou a arma longe de menores de 18 anos, como prescreve a lei, possibilitando que o neto conseguisse achar o revólver”, explicou ao G1.

O garoto encontrou a arma depois que o avô saiu para buscar a mãe dele em um salão de beleza. O menino foi até o guarda-roupas no quarto do aposentado para tentar pegar a arma, mas a gaveta estava trancada. No entanto, o menor sabia a chave estava guardada e conseguiu pegar o revólver.

Ao manusear o objeto, a criança disparou acidentalmente e atingiu a cabeça do irmão mais novo. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) e levado para o Hospital Regional de Santa Maria, em Brasília, mas não resistiu aos ferimentos.

Apesar do indiciamento, o delegado não acredita que o PM, que responde ao processo em liberdade, possa ser condenado. “Na minha opinião, o juiz pode conceder a ele o que se chama de ‘perdão judicial’. Isso ocorre quando o autor de um crime é afetado pela própria conduta, tornando a aplicação da pena desnecessária”, opina.

Abrão afirmou que se o avô seguisse algumas normas simples, o crime poderia não ter ocorrido. “Agentes de segurança costumam estar sempre com a arma na cintura ou guarda-la em um cofre. Eu mesmo tenho duas e sempre que não estão comigo, ficam em cofre na minha casa”, destacou.

G1