Polícia crê em múltiplos autores, mas não descarta serial killer em Goiânia

0
60

delegadosA Polícia Civil em Goiás voltou a afirmar, neste domingo (3), que não crê na possibilidade de que um serial killer esteja agindo em Goiânia. “Nós temos a convicção de que não é uma única pessoa [a matar as vítimas], mas também não podemos excluir a possibilidade se não pudemos comprovar isso ainda”, afirmou ao G1 o delegado Murilo Polati, titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH).

A suspeita da existência de um ‘serial killer’ surgiu a partir de uma mensagem de voz compartilhada pelo aplicativo de celular WhatsApp. A mensagem informa que o “serial killer tem uma motocicleta preta e um capacete preto”.

Antes e após a divulgação do áudio vários casos de homicídios contra jovens mulheres na capital foram praticados por suspeitos em motocicletas pretas e capacetes preso. Nos crimes, o suspeito chega de moto, saca a arma, dispara contra a vítima e foge sem levar nada.

De acordo com Polati, as investigações apontam que as motocicletas usadas são de marcas e cilindradas diferentes, além das descrições físicas dos suspeitos não serem as mesmas. O delegado afirma ainda que dois casos já possuem mandado de prisão em aberto contra os suspeitos, que estão foragidos. Polati não informa quais são os casos em questão, “para não prejudicar a prisão dos suspeitos”.

“São casos de extrema complexidade que não dependem só da polícia. Somos dependentes de laudos do Instituto de Criminalística e representações no Poder Judiciário que podem demorar a ser acatadas”, diz.

[saiba_mais]

O delegado explica que algumas das investigações indicam crimes passionais e outras apontam envolvimento das vítimas com consumo e tráfico de drogas, mas também não dá detalhes para não comprometer os inquéritos. “Nós não descartamos também que autores venham utilizando esse modo de agir inclusive para desviar a investigação. Dessa forma, seja por crime passional ou envolvimento com tráfico esse crime vai recair para o suposto maníaco”, diz.

Reforço
O superintente da Polícia Judiciária da Polícia Civil de Goiás, delegado Deusny Aparecido, anunciou neste domingo que delegados do interior do estado vão reforçar a investigação de crimes em Goiânia. O objetivo é acelerar os inquéritos, dentre eles 29 casos de homicídios contra mulheres que ocorreram deste janeiro deste ano na capital.  Segundo a Polícia Civil, não há previsão para quantos ou quando os delegados do interior começarão a trabalhar nos casos.

Ao todo, 40 casos de homicídios contra mulheres foram registrados em Goiânia neste ano. Destes, 11 foram solucionados até o momento. Este total inclui casos em que os autores estavam em motocicletas pretas e outros com dinâmicas de crimes diferentes.

G1