Polícia apresenta suspeitos de explodir caixas eletrônicos em Goiás

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Eles seriam últimos membros de um grupo especializado nesse tipo de ação.

O Grupo Antirroubo a Bancos (GAB)  da Delegacia Estadal de Investigações Criminais (Deic) apresentou na manha desta segunda-feira (28) dois homens ,de 29 e 25 anos, suspeitos de integrar um grupo que explodia caixas eletrônicos no sul de Goiás. Com as prisões a policia acredita ter detido todos os membros da quadrilha especializada nesses ataques e que atuava também em Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Alex Vasconcelos, o suspeito de 29 anos é apontado como líder do grupo. Ele já atuava há mais de dez anos com esse tipo de crime e tinha experiência nos roubos, sendo bem sucedido na grande maioria deles.

“Devido à experiência eles frequentemente conseguiam levar o dinheiro dos caixas, diferente de muitos que, por vezes, explodem o dinheiro ou não conseguem abrir o terminal”, explicou.

A polícia informou que ambos foram detidos em suas residências, em Uberlândia (MG) na segunda-feira (22), mas o mandado de prisão preventiva é de Goiandira, no sul de Goiás, sendo trazidos para o estado.

O suspeito de 29 anos já foi preso e solto 11 vezes. Segundo a polícia ele tem duas passagens por homicídio, cinco passagens por furto, cinco por roubo e uma por receptação. O segundo suspeito, de 25 anos, já foi preso oito vezes. Conforme informou a Policia Civil, ele tem três passagens por roubo.

Quatro dos sete membros do grupo foram detidos no ultimo dia 16 de maio deste ano. A prisão foi realizada em flagrante enquanto tentavam explodir caixas eletrônicos em Morrinhos, no sul do estado.

Um quinto suspeito, de 21 anos, foi detido em fevereiro em Uberlândia (MG), em posse de armas, explosivos e um carro utilizado em um dos ataques a uma agência de Goiandira, no sudeste de Goiás.

“Não é possível estimar o prejuízo causado pelo grupo. Temos confirmação de que eles realizaram três explosões em Goiandira, uma em dezembro de 2014, outra em janeiro deste ano e outra em junho também deste ano. Suspeitamos que outras sete explosões na região também sejam de autoria deles”, afirmou o delegado.

Operações
O delegado responsável pelo caso, Alex Vasconcelos, afirmou que o grupo agia principalmente no sul e sudeste de Goiás, mas não descartam a possibilidade de terem atuado em outras áreas, já que há indícios de que tenham atuado no Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo.

“Eles agiam principalmente à noite, em cidades do interior, com armas de grosso calibre e explosivos. Não fizeram reféns, mas houve situações em que houveram disparos”, esclareceu o delegado.

Ainda segundo Vasconcelos, os detidos responderão por associação criminosa, furto qualificado, posse ilegal de armas e de artefatos explosivos.

G1