Polícia ainda não sabe o que ocorreu com menino que sumiu há três meses

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

sumicoTrês meses após o desaparecimento de Emivaldo Brayan, de 4 anos, a Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito policial sobre o caso. O menino foi visto pela última vez na noite do dia 4 de março, enquanto dormia na casa da família em Indiara, no sul de Goiás. Para a avó da criança, a auxiliar de cozinha Sirlene Borges, de 39 anos, o neto foi dado para adoção. “Eles [filha e genro] estão muito tranquilos e minha filha falou que o marido não dava certo de morar com ela por causa do menino. Ela disse para outras pessoas que ele nunca gostou do menino”, contou ao G1.

Responsável pelo caso, o delegado Queops Barreto disse que também trabalha com a hipótese de adoção. “Esta é uma forte linha de investigação, mas não descartamos nenhuma linha, como a de que ele possa ter fugido ou que o mataram. Estamos analisando as provas, mas a investigação é sigilosa”, informou.

G1 tentou entrar em contato com a mãe e o padrasto de Emivaldo, respectivamente, Silmara Borges da Silva e o motorista Luiz Paulo da Costa Batista, mas eles não atenderam às ligações. Advogada do casal, Rosângela Magalhães também não foi localizada.

O delegado explicou que aguarda a conclusão de laudos de exames feitos pelo Instituto Médico Legal, como o da avaliação psicológica da mãe, do padrasto e da irmã de Emivaldo. Queops informou que os policiais já analisaram mais de mil horas de gravação de imagens de câmeras de segurança em comércios da cidade. “A casa da família é distante, ficou complicado achar alguma evidência”, disse.

A avó está angustiada com a falta de notícias sobre o neto. “Peço muito a Deus que ele esteja vivo. Passa cada coisa na cabeça da gente. Sinto muita falta dele porque ele foi criado aqui dentro de casa”, lamenta a auxiliar.

Depois do que ocorreu com o menino, Sirlene disse que entrou na Justiça para pedir a guarda da irmã de Emivaldo, de 6 anos, pois teme que algo aconteça com ela. “Eles não querem que a gente vá à casa deles ver a menina. Vejo só quando vou à porta da escola”, reclama.

Desaparecimento
Emivaldo desapareceu no dia 4 de março. A irmã dele, que dormia no mesmo quarto, foi quem notou a ausência do garoto. Logo após o desaparecimento, a mãe disse que procurou pelo filho: “Amanheceu o dia, eu não esperava ter essa noticia: ‘Mãe, o Emivaldo não está na cama’. Falei, se ele não estiver na cama, ou está no sofá deitado lá, ou está brincando com o cachorrinho. Fui ao quarto, procurei na sala, dentro dos guarda-roupas, procurei em tudo e não achei”.

Na madrugada do dia em que a criança desapareceu, o padrasto de Emivaldo informou que a porta da sala da residência estava semiaberta. “Topei a porta meio aberta, mas pensei que ela [a esposa] tinha esquecido na hora de dormir. Então, encostei e saí”, afirmou. A única coisa que a família sentiu falta após o desaparecimento foi de um dos controles que abrem o portão da casa.

O Corpo de Bombeiros fez buscas pelo menino durante três dias. Segundo a corporação, uma área de pelo menos cinco alqueires próximo à casa onde a criança morava com a família foi vistoriada, mas nada foi encontrado.

No dia seis de março, a mãe e o padrasto de Emivaldo prestaram novo depoimento. De acordo com o delegado, no dia do interrogatório, ele convocou os parentes para esclarecer algumas dúvidas que surgiram ao longo da investigação. Na porta da delegacia, Silmara brigou com os pais.

G1

Notícia postada em  

  • 5 de junho de 2014
  • Da Redação