PM prende motociclista suspeito de atirar e matar corretora, em Goiânia

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A Polícia Militar prendeu na noite de quarta-feira (13) um motociclista suspeito de matar a corretora de seguros Patrícia de Paula Moreira Andrade, de 33 anos, que levou um tiro enquanto dirigia e bateu o carro, em Goiânia. Segundo a corporação, o rapaz de 21 anos já foi detido mais de 10 vezes e saiu da cadeia há oito dias. Ele foi localizado após denúncias.

“Depois de duas denuncias anônimas muito coerentes de pessoas distintas deu-se início a essa averiguação. Chegando à residência, ele acabava de chegar na motocicleta a qual é condizente com as características repassadas pelos transeuntes que visualizaram o suspeito, em uma moto vermelha, maior do que Honda Titan e menor do que uma moto de grande porte”, disse o aspirante Valdivino Dias Marques Neto, do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

O crime aconteceu na madrugada do último sábado (9). A corretora voltava para casa, no Setor Sudoeste, em Goiânia, quando foi baleada na cabeça e bateu o carro em um poste. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu ao ferimento.

A Polícia Civil não se pronunciou sobre a prisão do suspeito. No entanto, antes disso, o delegado responsável pelo caso, Douglas Pedrosa, afirmou que Patrícia saiu de um bar e foi levar uma amiga em casa, no Setor Sudoeste. Depois, ela voltou para um posto de combustíveis no Setor Jardim América para se encontrar com uma pessoa e, em seguida, foi para casa.

A Polícia Militar suspeita que o motociclista estava no mesmo posto que Patrícia e a seguiu. O jovem foi preso na casa dele, no Setor Pedro Ludovico, na capital.

De acordo com a PM, ao chegar à residência, o jovem disse que sabia porque os policiais estavam lá. No entanto, em seguida, a mãe dele interveio, o proibindo de falar qualquer coisa.

Os policiais apreenderam com ele uma motocicleta vermelha e um revólver calibre 32, que podem ter sido usados no crime. De acordo com a corporação, o jovem também estava com uma porção de maconha.

A PM informou que o rapaz tem passagens por roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e homicídio. Ainda segundo os policiais, ele também é suspeito de matar uma pessoa no Setor Jardim do Cerrado, na última semana.

Investigação
A Polícia Civil já colheu mais de 10 horas de gravação de câmeras de segurança da região. Segundo Pedrosa, as imagens, que não foram divulgadas, apontam dois suspeitos, sendo um motociclista e o motorista de uma caminhonete. No entanto, ainda não havia a identidade deles.

Equipes da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) tentam desbloquear o celular da vítima, onde pode haver informações que auxiliem na investigação. O irmão de Patrícia, o administrador Plínio de Paula Moreira Andrade, de 30 anos, também entregou o computador da vítima à polícia para ser periciado.

Familiares chegaram a refazer o percurso de 3km que Patrícia fez antes de morrer em busca de pistas sobre o crime. Eles pediram ajuda aos donos de comércios e moradores da região para esclarecer o caso.

O delegado pontuou que já foram ouvidas mais de 10 pessoas entre familiares e pessoas que estavam com Patrícia no bar. Ainda nesta semana mais amigos da vítima devem prestar depoimento.

Tiro a curta distância
Um laudo feito pela Polícia Técnico-Científica descartou a hipótese de que a corretora tenha sido atingida por uma bala perdida. A perícia revelou que o disparo foi dado a uma curta distância, quebrou o vidro do carro e atingiu a vítima.

“A perícia mostrou que a bala atingiu a vítima na testa, de forma que o projétil entrou fazendo um caminho um pouco para baixo e para a esquerda. Foi essa constatação que descartou a possibilidade da bala perdida, por causa da proximidade. O autor poderia estar a pé ou em um veículo mais alto”, esclareceu o delegado.

O disparo, segundo Pedrosa, aconteceu enquanto o carro estava em movimento e ela não tentou frear o veículo. Se houve uma abordagem ou curta perseguição, as imagens não registraram.

Investigação
A Polícia Civil já colheu mais de 10 horas de gravação de câmeras de segurança da região. Segundo Pedrosa, as imagens, que não foram divulgadas, apontam dois suspeitos, que não foram identificados.Equipes da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) tentam desbloquear o celular da vítima, onde pode haver informações que auxiliem na investigação. O irmão de Patrícia também entregou o computador da vítima à polícia para ser periciado.

O investigador pontuou que já foram ouvidas 12 pessoas entre familiares e pessoas que estavam com Patrícia no bar. Ainda nesta semana mais amigos da vítima devem prestar depoimento.

De acordo com Plínio, a morte de Patrícia destruiu a família. Mesmo abalado, ele faz questão de identificar a autoria do crime. “É muito triste fazer esse percurso, muito ruim, mas tem que ser forte, buscar força de onde não existe para poder solucionar o caso dela”,  destacou.

G1