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Meio Ambiente

PF e Marinha incendeiam 131 balsas de garimpo ilegal no Rio Madeira

Marcus Vinicius
30 de novembro de 2021

Polícia Federal, Força Nacional e Ibama fizeram operação no Rio Madeira, no Amazonas, das cidades de Autazes a Borba, onde 600 embarcações faziam garimpo ilegal, poluindo o rio com metais pesados

Depois da denúncia da Organização não Governamental Greenpeace, que flagrou  cerca de 600 balsas de garimpeiros retirando ilegalmente ouro do Rio Madeira, finalmente o governo federal atuou em defesa do meio ambiente e incendiou , até esta segunda-feira (29), 131 balsas , num raio de 100 quilômetros do Rio, no percurso de Autazes a Borba, no Amazonas.

O restante dos garimpeiros se dispersou ao longo da região, preocupando ambientalistas que acreditam que eles podem tentar extrair ouro em outros locais que devem ser preservados.

A operação Uiara, realizada em conjunto com a Polícia Federal, Força Nacional e o Ibama, foi uma resposta tardia do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) à invasão de garimpeiros na região, já que em sua gestão o Ministério do Meio Ambiente deixou de fiscalizar o desmatamento, bem como abrandou multas dos infratores. O ex-ministro da Pasta, Ricardo Salles, chegou a dizer ,em maio do ano passado, em reunião ministerial, que o governo deveria aproveitar o foco da imprensa na pandemia para “passar a boiada”, para aprovar uma nova legislação bem mais branda, favorecendo o agronegócio.

Outro fato, lembrado pelo Greenpeace, é que em agosto deste ano, a Justiça Federal determinou que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) anulasse diversas licenças concedidas de maneira irregular para a extração de ouro no Rio Madeira, sob a alegação de que não houve análises sobre os impactos ambientais da atividade para a concessão das autorizações.

Mas, as imagens das centenas de embarcações revirando o rio, em busca de ouro, causando poluição com metais pesados utilizados pelo garimpo, chocaram a opinião pública e os ambientalistas do Brasil e do mundo, e o governo foi obrigado a agir.

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que preside o Conselho da Amazônia, disse a jornalistas que o garimpo na região foi dispersado, mas é preciso manter uma vigilância constante porque tem ouro no Rio Madeira. Este fato é contestado pelo Greenpeace. Para a ONG, a existência do metal na região, não passa de boatos.

A Operação Uiara que começou no último sábado (27), não tem data para acabar.garimpo no rio madeiraoperação UiaraConselho da Amazôniapoluição do meio ambientepreservação da AmzoniaGreenpeace

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