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Vacina

Passaporte da vacina vai estimular imunização

Marcus Vinicius
24 de outubro de 2021

O passaporte da vacina não tem apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), mas na Câmara Legislativa tramita um projeto de lei que pretende instituir a medida na capital do país. A iniciativa é do deputado distrital Chico Vigilante (PT). 

Segundo a proposta do parlamentar, o documento seria obrigatório para entrada e permanência em estabelecimentos e locais de uso coletivo, como academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento, clubes sociais, estádios, ginásios esportivos, cinemas, teatros, salas de concerto, locais de visitação turística, assembleias, congressos, conferências e feiras comerciais, entre outros.

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Para o médico José David Urbaez, presidente da Sociedade de Infectologia do DF, a exigência de um comprovante de vacinação completa para acessar locais de uso coletivo é uma medida correta. 

"Nesse momento, em que o fornecimento de vacinas melhorou expressivamente, e que estamos numa suposta curva de queda de mortes e internações, tudo o que pudermos fazer para que nos locais públicos estejam pessoas com menor chance de transmissão, a gente vê com bons olhos", aponta. 

Para o infectologista, essa exigência faria com muita gente, que ainda não se vacinou, por uma série de motivos, se motivasse a tomar o imunizante contra a covid-19.

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"O passaporte estimularia aquelas pessoa que não vacinou. Nem me refiro aos anti-vacinas, mas aquela pessoa que temia algum efeito adverso, ou que não teve acesso ao imunizante no momento oportuno", ponderou. 

Em discurso essa semana na Câmara Legislativa, Chico Vigilante reforçou a defesa do projeto. "É importante que as pessoas que se vacinaram sejam prestigiadas. "A exemplo de outros países desenvolvidos, cidades importantes do mundo também, estou apresentando esse projeto", argumentou.

Na segunda-feira, 18, durante uma agenda no Paranoá, região administrativa do DF, o governador Ibaneis Rocha foi questionado sobre a projeto de lei que institui o passaporte da vacina e descartou a iniciativa por parte do GDF.

"Continuo com o mesmo posicionamento (sobre o passaporte) e é natural. Se a pessoa não está satisfeita, procura a justiça. Deixa ele seguir com a ação dele", afirmou.

Passaporte

Dezenas de países e regiões do mundo adotam o passaporte de vacina em algum nível. No Estados Unidos (EUA), por exemplo, algumas das cidades mais importantes do país, como Nova York, Los Angeles e São Francisco exigem das pessoas o comprovante para entrada em bares e outros estabelecimentos coletivos.

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O caso mais emblemático para os brasileiros foi o constrangimento do presidente Jair Bolsonaro, que esteve em Nova York no mês passado, para a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), e sequer pôde acessar a área interna de restaurantes e acabou tirando foto comendo pizza na calçada.

Em outra ocasião, uma churrascaria teve que abrir espaço numa área externa, com uma cobertura de pano improvisada, para receber o presidente e sua comitiva. Restrições semelhantes estão sendo aplicadas no Japão, Coreia, União Europeia, entre muitos outros. Todos eles também estão exigindo comprovante de vacinação para que visitantes estrangeiros possam entrar em seus territórios. 

Medidas combinadas

Apesar de defender o passaporte da vacina, o infectologista José David Urbaez afirma que essa ação isolada não é suficiente.

"Não é apenas com o passaporte da vacina, tem que ter testagem. A vacina não é tudo porque ainda temos alta circulação viral, e muitos casos leves não estão sendo notificados. Veja só o caso do Reino Unido, que passa por uma explosão de contaminações", afirma.

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Autoridades britânicas têm reportado um crescimento vertiginoso no número de infecções, que já batem a casa dos 45 mil por dia. Para efeito de comparação, o Brasil registra atualmente entre 10 e 15 mil casos por dia.  

"Nesses momentos de queda importante nas estatísticas da covid-19, são momentos  em que a gente tenta frisar para as pessoas que ainda tem muita circulação. Tenho toda semana vários pacientes contaminados. Claro que a vacinação já não deixa haver impacto dentro da estrutura de assistência médica, não temos mais aquelas cenas lamentáveis em hospitais como antes, mas é preciso manter a atenção", acrescentou o médico.

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Fonte: BdF Distrito Federal

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