Pacientes reclamam da falta de remédios na rede pública de saúde

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listaPacientes que precisam de remédios de alto custo reclamam da falta de alguns itens na rede municipal de saúde de Goiânia. Segundo eles, o problema já acontece há cerca de três meses. No Centro de Referência de Diagnóstico Terapêutico, que é a farmácia da prefeitura, a direção confirmou que faltam remédios para tratamento de convulsões, diabetes, colesterol, asma, antibióticos, antidepressivos e psicoestimulantes.

A dona de casa Neusa Pereira da Costa diz que tenta conseguir o remédio receitado para o filho por um neurologista há mais de um mês, sem sucesso. Como é muito caro, ela ainda não pôde comprar. Nesta terça-feira (5), ela esteve no Centro de Referência e, mais uma vez foi, embora sem o medicamento. “O mês passado eu estive aqui e tinha, mas o remédio estava vencido. Então tem mais de mês que estamos nessa luta, a gente liga, fala com as meninas, mas continuamos sem”, conta.

Quem precisa de remédios para enfisema pulmonar também enfrentam dificuldades. É o caso da dona de casa Maria Aparecida do Espírito Santo, que retira a medicação para a mãe. “Aqui na farmácia não tem, aí vou ver lá no Cais [Centro de Atendimento Integral à Saúde] do Jardim América, pois consta no sistema que lá tem oito frascos”, afirmou.

Sem o medicamento que toma para controlar o Mal de Parkinson há dois meses, a aposentada Tamako Nishimura conseguiu fazer a retirada nesta manhã. “Com muito sacrifício eu vinha comprando, pois não posso ficar sem, pois fico tremendo e me sinto mal”, relata.

O Centro de Referência fica localizado no Setor Norte Ferroviário, mas o problema também acontece em outras unidades da rede municipal de saúde. Os funcionários fazem listas com levantamentos sobre os itens que não estão disponíveis para que os médicos possam receitar alternativas aos pacientes. Um levantamento mostra que, na semana passada, de um total de 139 medicamentos 60% estava em falta.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia negou a falta de antidepressivos e remédios para asma. Já em relação aos medicamentos para controle da diabetes e psicoestimulantes, a secretaria diz que a entrega deve ser normalizada até o fim deste mês.

Enquanto não consegue o remédio na prefeitura, o aposentado Diener Souza Barros, que sofre com diabetes e problemas cardíacos, tem que usar o dinheiro da aposentadoria para comprá-los em farmácias particulares. “Nos últimos três meses uma série de medicamentos estavam em falta. Eu tomo 16 tipos por dia, incluindo as insulinas. Tive que me virar”, lamentou.

G1