Oficial de Justiça diz que foi agredida por dentista ao tentar apreender carro

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Ela conta que levou socos e pontapés ao cumprir mandado: ‘É humilhante’. Suspeito negou a agressão à polícia e foi liberado por não haver flagrante.

A oficial de Justiça Bartira Uilani França de Almeida Barreto, de 36 anos, denuncia que foi agredida por um dentista, de 47, durante o cumprimento de um mandado judicial na terça-feira (16), em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Em depoimento à Polícia Civil, ela disse que teve a roupa rasgada e levou socos e pontapés ao tentar apreender o carro da mulher do suspeito.

“Ele me deu vários socos, puxou me cabelo. Comecei a gritar por socorro. É muito humilhante você apanhar cumprindo o seu papel. Você está alí não porque você quer, mas sim cumprindo a ordem de um juiz”, afirmou a oficial.

Ela foi ouvida nesta quarta-feira (17) no 4º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. De acordo com o delegado Edvaldo Félix do Nascimento, responsável pelo caso, o veículo estava com as prestações atrasadas e a oficial foi ao local, junto com o representante do banco, para recuperá-lo.

“Ela diz que chegou e avisou o homem sobre o mandado de busca e apreensão. Ele entrou em uma loja e, quando voltou, já começou a agredi-la e a jogou dentro do veículo”.

Ainda conforme o depoimento, o homem que estava com ela tentou segurar o dentista, mas ele, “bastante exaltado”, continuava a bater na oficial. As agressões só terminaram quando pessoas que passavam pela rua conseguiram conter o suspeito.

Após o episódio, a servidora do Judiciário conseguir pegar o carro e foi direto à delegacia para dar queixa. Ela também já realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

O suspeito se apresentou nesta tarde e negou a agressão. “Ele disse que se dispôs a entregar o veículo e que a mulher não o deixou pegar os pertences que estavam dentro do carro. Diante disso, alegou que ele próprio é quem foi agredido”, informou o delegado.

Como não houve flagrante, o dentista foi ouvido e liberado em seguida. Ele deve ser indiciado por lesão corporal, desacato, resistência e desobediência à decisão judicial.

G1