Aparecida de Goiânia, segunda-feira, 18 de outubro de 2021
O Marketing e as Gerações

O MARKETING E AS GERAÇÕES

Redação
20 de setembro de 2021

Por Vivian Perpétuo

Para alcançar bons resultados dentro do marketing, é necessário saber a quem direcionar seus esforços, por isso é importante monitorar o comportamento do consumidor.

Existem estratégias para direcionar a comunicação que são definidas pelos fatores apresentados por Philip Kotler, que influenciam o comportamento de compra são: cultura, sociedade, indivíduo e psicologia. Porém,  com tanto progresso tecnológico e inovação, as estratégias adotadas no passado nem sempre são eficazes agora.

Nesse caso, é importante destacar que as gerações irão influenciar o comportamento de compra dos consumidores. O marketing vem desempenhando um papel há muitos anos, estudando e procurando entender e satisfazer as necessidade e anseios de cada geração

A pesquisa em várias gerações está se tornando cada vez mais importante para que empresas e públicos criem oportunidades para alcançar novos clientes e atingir as novas demandas.

O marketing precisa acompanhar o ritmo das transformações.

E para isto é preciso entender quem faz parte de cada geração.

Cada geração se refere aos nascidos em determinado intervalo de anos. Para o marketing atual, nos referimos aos nascidos em meados do século XX até o início do século XXI:

  • Geração Baby Boomers: nascidos entre 1940 e 1960 (atualmente com 80 a 60 anos)
  • Geração X: nascidos entre 1960 e 1980 (atualmente com 61 a 40 anos)
  • Geração Y (millennials): nascidos entre 1980 e 1995 (atualmente com 41 a 25 anos)
  • Geração Z: nascidos entre 1995 e 2010 (atualmente com 26 a 10 anos)
  • Geração Alpha: nascidos a partir de 2010 (atualmente com até 10 anos)

Vale lembrar que, essas datas de nascimento variam muito devido a diferentes fontes e não há consenso. Por exemplo, o comportamento de pessoas nascidas em 1990 pode ser semelhante ao comportamento de pessoas nascidas em 1980 em outras partes do país, em diferentes condições socioeconômicas e origens diferentes. Além disso, as pessoas nascidas no início de uma geração são influenciadas pela geração anterior, portanto, alguns comportamentos são mistos.

Portanto, a data de nascimento é aproximada, e essas separações geracionais apenas identificam tendências em uma grande parte do grupo, mas não podem ser generalizadas para todas as pessoas nascidas nesses anos.

Neste contexto todo é possível entender que em todas as épocas é possível observar como as gerações impactam no consumo.

Vamos entender quem são cada uma desta geração.

Geração Baby Boomers

Esta geração é caracterizada por pessoas nascidas após a Segunda Guerra Mundial. Quando a guerra terminou, em 1945, os combatentes voltaram aos seus países de origem e a população aumentou, principalmente nos Estados Unidos. É por isso que essa geração é chamada de geração baby boom, que se traduz em baby boomers.

Essa geração cresceu em um contexto de recuperação econômica e mentalidade de consumo. Os adultos da época buscavam carreiras e empregos estáveis, sonhando em ser promovidos a novos cargos financeiros por meio de trabalho árduo. Esta é a primeira geração de pessoas que têm a oportunidade de viajar a lazer, ter um carro e casa própria.

É a geração onde nasceu os principais ícones do Rock como Jemi Hendrix (1942), Janis Joplin (1943), os membros da maior banda de todos os tempos, Beatles, também nasceram na década de 1940.

Eles são muito céticos e idealistas, tentando lutar por seus direitos e se opor a manifestações violentas. Buscar tantas revoluções se reflete em mais consumo ideológico, curtindo TV, jornais, revistas, filmes, música, etc.

Esse período foi marcado por muitos acontecimentos mundiais: o movimento feminista, revolução sexual, o uso da pílula anticoncepcional, novas configurações familiares, lutas por direitos civis e busca da igualdade racial. Já no Brasil, os baby boomers viveram os resquícios do final da Era Vargas, o início da indústria automotiva e a construção de uma cultura cosmopolita.

Onde surgiu na década de 1960 a Tropicália.

Esta é uma geração que não nasceu nem cresceu no mundo acelerado que vivemos hoje. Por isso, costuma ser mais resistente às mudanças, já que prioriza a estabilidade, especialmente na carreira.

Geração X

A Geração X nasceu entre as décadas de 1960 e 1980 e é composta por baby boomers. A liberdade de relacionamento interpessoal, trabalho e consumo significa fortemente esta geração, quando os adultos passam a buscar mais a qualidade de vida.

Em geral, esta é uma força geracional, auto aperfeiçoamento contínuo e a busca de enriquecimento rápido. Eles são considerados competitivos e materialistas, portanto, são considerados bons na produção de consumo de status. É por serem competitivos que a geração se obrigou a ser a melhor, por isso experimentam os livros de autoajuda para controlar o estado permanente de ansiedade.

Geração Y (Millennials)

Essa é a geração da Internet, eles são indissociáveis ​​da tecnologia, compartilham toda a sua vida online e valorizam velocidade e agilidade. Além disso, são conhecidos pela multitarefa, podem ouvir música, assistir TV e até navegar nas redes sociais.

Nos últimos anos, a Geração Y mudou completamente os como se faz marketing e eles determinaram as regras atuais de consumo e comportamento social. Esta geração está em busca de mudança e inovação, portanto, não são usuários fiéis à marca. Eles acreditam que a novidade é muito mais importante do que a necessidade e seu foco está em ganhar experiência. Os adultos nesta fase usam dispositivos móveis em vez de livros, ou seja, a Internet é tão comum para eles quanto as bancas de jornal e as bibliotecas são para as outras gerações anteriores.

Hoje, depois desta crise mundial do coronavírus, os milênios herdaram um mercado de trabalho muito volátil e ansioso.

Segundo o psicólogo Adam Grant, houve nesta geração uma paralisação e vazio, uma desigualdade, declínio na saúde mental, um grande esgotamento. Foi a geração que mais trabalhou, porém foi mal paga. É também uma geração com muitas travas neste momento e com vários arrependimentos.

Geração Z

Nascidos em meio a um turbilhão político-financeiro, essa geração é preocupada com o seu dinheiro e em fazer do mundo um lugar melhor. Costumam ser dispostos a trabalhos voluntários e conscientes da importância da educação e da preservação do meio ambiente, já que possuem fortes noções éticas e sociais.

É a primeira geração que podemos chamar de 100% digital, pois já nasceram em um mundo conectado. Usam a internet para tudo: para estudar, fazer compras, interagir com os amigos e também realizar reclamações e críticas sociais.

É a geração que tem muito claro a importância da diversidade, inclusão e sustentabilidade. São mais tolerantes e abertas ao diálogo. São extremamente questionadoras e esse motivo, eles não toleram propagandas enganosas, as empresas precisam ficar com os olhos bem abertos. Empatia é primordial.

Geração Alpha

É a geração das crianças nascidas a partir de 2010, portanto, ainda não se sabe muito sobre eles. Porém, eles já nascem em um período de recessão econômica no Brasil e crescem em uma época de polaridade e extremismo.

Além disso, a pandemia mundial também causou várias mudanças no comportamento destas crianças, porém ainda não tem como prever o futuro e o efeito que isso terá no seu comportamento.

Em relação às mídias, as crianças da Geração Alpha se relacionam naturalmente com o celular e a internet mas, o que vai marcar essa geração é a sua relação com a inteligência artificial. Dessa maneira, a tecnologia se torna ainda mais integrada à sua vida, até mesmo ao seu próprio corpo.

Sendo herdeiros das noções éticas da geração Z, os alphas têm tudo para vibrar em uma energia de transformação como nunca vista antes. Eles não verão a tecnologia como algo separado da vida humana, tudo estará conectado.

Resumindo, no cenário que vivemos hoje podemos observar algumas tendências que já podem ser vistas mundialmente, principalmente as que a geração Z e Alpha são as que mais ditam as mudanças. Mais do que nunca tudo o que será consumido hoje deverá levar em conta questões como sustentabilidade, inclusão e diversidade.

E, principalmente agora neste cenário pós pandemia, todas as gerações além dos fatores citados acima estão buscando o chamado alegria e conforto. É o despertar das emoções positivas. Para trazer este conforto através da nostalgia das décadas passadas para trazer um bem estar emocional.

Outro fator importante é que as mulheres serão cada vez mais ouvidas e vão ditar com mais força as compras pelo fato de serem pessoas relacionais e ter o lado emocional muito aflorado. Elas já ditam a maioria do processo de compra familiar, como o carro da família, as marcas dos produtos consumidos, etc.

Haverá daqui para frente um apelo muito grande para descomprimir todos os excessos ganhos neste período: excesso de informação, excesso de conhecimento, todos trancados em casa, home office, home school. E, também claro as faltas de socialização, as crianças afastadas de convívios com outras crianças. Tudo muito acentuado.

Por isso, o marketing emocional, que trará mais alegria e conforto para as pessoas, terá um “boom” muito grande.

O marketing sensorial onde as grandes marcas já estão trabalhando algoritmos com cheiro. Porém, algo mais simples é o exemplo da Barilla que tem uma trilha sonora no Spotify onde cada massa tem sua música para acompanhar o cozimento. Terminou a música sua massa está pronta.

E marketing espiritual, que também virá com muita força uma vez que as pessoas irão ancorar muito na ancestralidade para garantir um futuro mais tranquilo.

É importante estar de olho em cada geração e entender que as mudanças chegaram e não adianta resistir a elas. É preciso fluir.

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